quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Boa gestão, bom relacionamento com os liderados



      Vinte situações que o líder deve evitar:

I.Ofender, discriminar ou demonstrar preconceito contra funcionários. Isso pode, a depender da gravidade, desencadear boicotes ou rebeldia entre os membros da equipe;

II.mimar ou dar regalias a um funcionário por envolvimento passional ou por parentesco. Esse fato pode causar “ciúmes” e mal-estar entre os funcionários, prejudicando o relacionamento interno e a produtividade;

III.dar promoção salarial para um funcionário e preterir os demais. Isso pode desmotivar a equipe, ensejar reclamações trabalhistas (paradigma salarial), e causar entrave à produção;

IV.não punir, conforme as leis e normas, funcionários envolvidos em roubo, desvios, uso de bens da empresa para usufruto próprio, etc. A sensação de impunidade pode incentivar a repetição do fato;

V.ausentar-se do setor por longo período sem ter ninguém para liderar na sua ausência. Como diz o ditado, “os olhos do dono é que engorda a boiada...”;

VI.não estudar, não atualizar-se nos avanços tecnológicos que lhes são afetos e, por consequência, deixar cair a quantidade e a qualidade do trabalho produzido;

VII.ter dúvida ou insegurança nas ordens exaradas, ser contestado e deixar o funcionário decidir por si próprio;

VIII.sem razão plausível, permitir que a mão-de-obra aplicada, mais a matéria-prima, tenha custo agregado superior ao valor do bem produzido;

XIX.chamar a atenção de funcionários que conversam, quando o assunto entre eles refere-se ao trabalho desenvolvido;

X.não cobrar agilidade de um funcionário, com veemência, quando a sequência dos trabalhos depende deste;

XI.aceitar um trabalho com um tempo implausível e baixo padrão de qualidade, quando o mesmo pode ser feito mais rápido e melhor;

XII.colocar interesses particulares à frente dos profissionais;

XIII.não chamar no momento certo, de forma exemplar, a atenção de um funcionário relapso, passando a todos a impressão de omissão ou impotência;

XIV.pagar hora-extra por um serviço que pode ser feito em expediente normal, ou adicional noturno para fazer à noite o que pode ser feito de dia;

XV.ouvir reclamações contra funcionários e tomar partido sem ouvir igualmente todas as partes;
   
XVI.gritar e pressionar exageradamente a produção, mal permitindo o funcionário descansar ou respirar direito. Isso pode até aumentar o volume da quantidade, mas certamente diminuirá o brilho da qualidade;

XVII.descuidar-se com a produtividade da equipe. Funcionário que é movido pelos frescores da preguiça pouco a pouco descamba para a incompetência;

XVIII.acreditar em funcionário que se autoafirma “o melhor”, o “mais capaz”. Quando for o caso, questione-o. Tenha por entendimento que o limite das suas respostas denota o limite da sua capacidade;

XIX.permitir “bate-papo” em hora de trabalho. Em geral, setor onde muito se conversa sobre novela, futebol e vida alheia, é setor que tem mais gente do que precisa e tem menos produção do que deve...

XX.querer fazer “tudo” sozinho. Toda obra grandiosa é resultado da soma de pequenas ações. Veja a montanha, resulta da união de pequenos grãos de terra!

     Inácio Dantas

     Temas relacionados (Construindo sonhos):

     Temas complementares (Liderar equipes):

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Diferença entre Balanço e Balancete. E algumas noções contábeis.



     Mudanças estruturais na empresa devem contemplar a impulsão do faturamento com a estabilidade ou contração das despesas. Atenção. Se as mudanças implementadas desprezarem essa lógica, um “saldo vermelho” poderá surgir no próximo balancete...

     Queiramos ou não, contabilidade e economia são duas ciências que estão entranhadas nas nossas atividades do dia a dia. Elas nos acompanham desde os atos mais comezinhos do cotidiano (microeconomia) até os corporativos e governamentais (macroeconomia). Qual gêmeas inseparáveis e interdependentes, elas caminham lado a lado e escrevem as diretrizes da vida moderna. Estão presentes em nossas compras no supermercado, no consumo de luz, água e telefone; nos holerites de pagamento, nas contas de cartões de crédito, nos extratos bancários, etc. Nas corporações, espelham os livros fiscais, Balanços, Balancetes, Demonstração de Resultado do Exercício, Fluxo de Caixa... E ainda uma infinidade de planilhas e relatórios gerenciais.
     Direcionando os holofotes do olhar para a contabilidade, principalmente, nunca é de mais destacar, e assimilar, algumas noções para, mais escolados, não sermos vítimas de enganos ou de dúvidas gerenciais.
     A contabilidade (Inventada em 1494 pelo Frei italiano Luca Bartolomeo de Pacioli – 1445-1517) se aperfeiçoou durante esses séculos e hoje, mais do que nunca, é ferramental de uso obrigatório nas empresas. Ela é constituída, na sua essência, das famosas “partidas dobradas”, ou seja, para cada débito há um créditocorrespondente, no mesmo valor, e vice-versa. É por essa razão que, sempre, a contabilidade expressa os totais do Ativo e do Passivo exatamente iguais.
     Por outro lado, há, ainda, alguns esclarecimentos sobre Ativo e Passivo que são relevantes para quem não é afeito à área contábil. Ressalte-se que o conhecimento técnico aprofundado é de responsabilidade do Contador, Técnico ou Perito Contábil. Contudo, para quem pretende ser um líder top é imperioso ter no mínimo algumas noções básicas, como por exemplo:

    1.O que é o Ativo?
       É um agrupamento de contas contábeis que reúne os Bens e Direitos da empresa

    2.E o Passivo?
      O Passivo é um agrupamento que reúne as contas contábeis que formam as Obrigações a Pagar da empresa. Também expressa seu Capital Socialjuntamente com Reservas de lucros e afins (que é a obrigação da empresa para com os sócios);

    3.Pelo próprio princípio contábil, as Contas Contábeis de características Ativas não devem estar presentes no Passivo, e vice-versa. Também não devem ser expressadas com saldo negativo. Como exemplo tomemos a conta Caixa, que representa uma conta do Ativo, cujo saldo expressa o dinheiro em posse da empresa. Logo, essa conta nunca poderá estar no Passivo. Se eventualmente estiver comsaldo negativo fatalmente é porque ocorreu algum erro de lançamento contábil. Nesse caso há que se proceder a imediata correção. É importante, ao se apresentar um Balancete ou Balanço, que todo tipo de distorção esteja corrigida;

   4.Contas de Despesas (Luz, Água, Combustíveis, Impostos, Salários, Materiais de Consumo etc), Contas de Compras de mercadorias, produtos, serviços, e Contas de Receitas (Vendas, Descontos obtidos, Juros obtidos, Receitas em geral), são todas consideradas como “contas de resultado” e têm vida de um exercício fiscal. Ou seja, ao final do ano são “zeradas” para fins de apuração do Lucro Líquido. É nesse momento que ocorre a Apuração do Resultado do Exercício. Ao serem “cruzadas”, umas contra as outras, as contas de Despesas, Compras e Receitasresultam na apuração do saldo do Lucro ou do Prejuízo fiscal.

     4.2.Modelo (Didático) de um Balanço.

     Compare o Balancete com o Balanço. Observe a diferença no formato, na demonstração das contas e saldos entre ambos. Veja que as contas de “resultado” (ou contas de Despesas, Compras e Receitas) desaparecem no Balanço (isso ocorre após a Apuração do Resultado do Exercício, e o saldo, que é o Lucro, vai agregar, no Patrimônio Líquido, a conta “Lucros Acumulados”.

    Nota do autor:. Demonstrativo Contábil conforme Leis 11638/2007 e 11941/2009;



     5.Principais diferenças entre Balancete e Balanço:

     Muito se confunde, quem não atua na área contábil, com a representatividade de ambos e quais são os objetivos do Balancete e do Balanço. Alguns esclarecimentos:

     5.1.O Balancete é uma planilha de saldos de “débitos e créditos” de todas as contas contábeis do Plano de Contas - Contas Reais e Diferenciais, expressando a situação contábil da empresa num determinado momento. É de uso exclusivamente interno. Ele pode ser listado a qualquer tempo, para simples estudo das contas, da evolução patrimonial e avaliação das despesas e receitas. Não existe data determinada ou pré-fixada para imprimir um Balancete. Os valores dos saldos são voláteis, isto é, podem ser modificados e alterados a qualquer instante se necessário. Seu objetivo, portanto, é técnico-administrativo/financeiro, a critério do líder quando desejar fazer um check-up da saúde da empresa.
     5.1.1.Contas Reais: são aquelas que não são objeto de apuração do “Lucro e Perdas” e, portanto, transfere seus saldos de ano para ano Ex: Caixa, Bancos, Fornecedores, Impostos a Pagar, Capital Social;
     5.1.2.Contas Diferenciais (Despesas e Receitas): ao contrário das Reais, são “zeradas” a cada ano fiscal para apuração do Lucro ou Prejuízo do exercício. Como as Contas Diferenciais ficam com saldo “zero”, acabam, obviamente, por não figurar no Balanço. Ex. Luz e Força, Material de Expediente, Água, Impostos, Compras, Vendas, etc.
     5.2.Já o Balanço é um demonstrativo contábil do Ativo e do Passivo exclusivamente das contas Reais. Tem regulamento próprio e deve ser produzido (salvo exceções) em data fixada pela legislação do Imposto de Renda, ou seja, Trimestralmente e Anualmente (31 de dezembro).
     5.3.O objetivo do Balanço é dar conhecimento aos donos, sócios, acionistas (stakeholders), bancos, Junta Comercial, Receita Federal, etc. Nas empresas de grande porte, pode ser publicado em jornais, mas deve ser obrigatoriamente declarado no livro “Diário” e nas declarações ao fisco.

     Inácio Dantas

     Temas relacionados (Índice de Liquidez "seco", "corrente"...):
http://gestao-e-lideranca.blogspot.com/2011/03/indices-de-liquidez-analise-horizontal.html 

      Temas complementares (Capital humano):

Diferença entre Balancete e Balanço

domingo, 21 de agosto de 2011

Inteligência: a mente plugada na ondas da sabedoria!



     O momento é de grandes desafios. Nesse mundo global, buscar conhecimento, cultura, agregar sabedoria e inteligência é imprescindível. Quem parar no tempo ficará estagnado, imóvel como uma peça no tabuleiro de xadrez. Há que ter dinamismo, "gana" por aprender, participar, realizar. A geração "Y" está aí, transbordando adrenalina, com visão e ideias que os veteranos às vezes deixam "passar batido". Acomodação? Nem pensar. Lembre-se da peça no tabuleiro...

     Esteja plugado e antenado com o mundo!
    Não diga incertezas para depois ter de remendar as palavras. Vai transformá-las em retalhos e criar uma colcha de letras sem nenhum entendimento.
     Muna-se de algum embasamento para não abrir a boca e cair em descrédito!
    Tenha plena ciência do que diz ou então silencie. Quem o ouve está atento, esquadrinhando sua voz e planilhando suas falhas. Um pequeno engano para algo de grande importância pode gerar péssimo efeito e macular sua imagem. A credibilidade de uma pessoa cresce das assertivas que ela diz.
     Leia, estude, informe-se. Livros não são meramente para embelezar estante.
     A leitura sacia a sede dos olhos, o saber abastece a mente e o conhecimento nutre a alma!

>>

     A mente é o portal do corpo!
     Todas as mazelas que se acometem em nós chegam através da mente.
    Os pecados, como nas ações, nascem dos anseios e desejos que a mente produz. Nossos pensamentos transferem a todo o corpo energias que podem alterar nosso comportamento e afetar nossa saúde.
     Angústia, tristeza, depressão, maus pressentimentos, são energias negativas que nos desestabilizam e nos causam dano, às vezes irreversíveis.
     Alegria, bons pensamentos e boas ações, são fluídos positivos que nos põem em elevação, refletindo uma existência longa e saudável.
     Um bom corpo precisa de bom alimento. Assim é a nossa mente.
    “Alimente-a” e ative-a com boas palavras, bons sons e imagens. Ativar o inconsciente é mover nossa matéria em direção à evolução, obtendo assim uma satisfação nova e prazerosa.

>>

     Muitas vezes você busca a palavra para dizer, mas o que vem é um silêncio profundo... De uma expectativa fica uma frustração suspensa no ar e um sentimento de incapacidade se apossa de você.
     Mas, isso acontece com todos, a todo tempo.
   Quando a mente perde a concentração, ou não está devidamente preparada, a inspiração é vazia e a palavra é fria, sem conteúdo.
    Centre seu pensamento numa diretriz e siga em busca da sua realização. O dom de comunicar-se, de expressar o que se pensa não é privilégio de alguns. Todos nós o temos.
     Não perca-se em nulidades. Prepare-se. Quem não prepara-se para o muito satisfaz-se com o nada.
     Busque bons mestres. Eduque-se!
     E que a fonte divina da inspiração jorre cântaros de sabedoria na sua mente!

     Inácio Dantas
    (do livro ® “Pequenas Lições de Sabedoria”)

    Temas relacionados (Corporativismo):

   Temas complementares (Vencendo dificuldades):

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Líder de equipe e sub-líder. Avaliações importantes.





     Há certos momentos, durante o expediente, que o líder acaba por discordar de alguma atitude, iniciativa, ou ordem dada aos funcionários pelo sub-líder. Dialogar e aclarar a discordância é necessário para manter firme e intocada a harmonia da equipe. Caso contrário poderá dar chances, além de conflitos internos, que os trabalhos sejam prejudicados.

Algumas considerações a serem observadas pelo líder:

·    Mesmo que o sub-líder esteja errado deve evitar desqualificá-lo na presença dos membros da equipe. Com discrição e sutileza deve chamá-lo à sua sala e dialogar a respeito do erro cometido e orientá-lo. Um líder jamais deve prejudicar o conceito profissional de alguém que, ao seu lado, faz as rodas da produção girar.

·    Embora ele seja a autoridade máxima no setor, deve evitar dar ordens diretamente a um liderado sem o prévio conhecimento do sub-líder. Respeitar a escala hierárquica é fundamental. Quebrar essa regra reduz a autoridade do sub-líder e o desprestigia.

·   Promover, com constância, cursos, palestras e treinamentos para si e o sub-líder. E, se for o caso, curso de idiomas, especialização e até pós-graduação. A evolução da demanda global exige ofertas de bens e serviços cada vez mais aperfeiçoados. Manter a estrutura de comando afinada com a modernidade permite atender aos pedidos de um mercado exigente com rapidez, qualidade e a custo competitivo.

·   Nas reuniões com a equipe de trabalho o líder deve permitir ao sub-líder, além da participação ativa, que ele tenha liberdade para falar, opinar e expor ideias próprias. Há que ouvi-lo incentivá-lo e prestigiá-lo, afinal ele é o seu segundo braço direito.

·    Procurar ouvir constantemente dos funcionários qual é o conceito que eles fazem do sub-líder. Se o mesmo é educado, proficiente, deslancha os trabalhos, dirime as dúvidas e resolve os problemas. É importante ter um parâmetro confiável, afinal, quando estiver ausente, o sub-líder será “o líder ocupando o seu lugar”.

     Inácio Dantas

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Funcionário insatisfeito: que atitude tomar?




     Esteja alerta para aquele tipo de funcionário que está sempre desperto e bem disposto para a ociosidade e cansado e indolente para o trabalho...


     Funcionário insatisfeito é antônimo de produtividade e lucros. Isso é inquestionável. Quando ele vive nesse estágio revolta-se consigo mesmo e desconta no trabalho... Além disso, sua insatisfação pode desencadear exemplo negativo para os demais, provocar declínio no nível de qualidade e aumentar o desperdício. E aí o líder do setor deve agir. Manter um funcionário insatisfeito integrado à equipe é como manter ferrugem numa peça: de repente ela se espalha e contamina o ferramental inteiro.
     Cabe ao líder detectar, por exemplo, se a insatisfação tem como causa:
   
  -baixo salário
  -atraso nos pagamentos
  -problemas pessoais - seu ou dos seus familiares -
  -incompatibilidades com o trabalho ou os colegas
  -desídia (incúria)
  -outros
                 
     Ao detectar o primeiro sinal de insatisfação, ou desmotivação o líder deve tomar frente e interceder. O exercício da insatisfação leva a pessoa a ficar arredia, manhosa, indiferente às ordens e desapegada às responsabilidades. Consequentemente, torna-se improdutiva e onerosa para a empresa.
     E não só isso. Funcionário insatisfeito, além da conduta “antitrabalho”, tem uma língua eficiente para atrair e convencer outros a copiá-lo. À iminência do risco, tolha-o no nascedouro. Sua ação deve ser pontual. Ao primeiro sintoma de funcionário com baixa-produtividade”, “matando o tempo”, criando subterfúgios para faltar ou se ausentar do trabalho e incitando outros a segui-lo, você deve responder com palavras enérgicas e mão de ferro.
     Claro que você deve, antes de uma atitude extrema, avaliar o porquê daquela postura e aplicar o corretivo na dose certa. Motivo? Quem sabe algum dos exemplos acima? Destarte, se o problema é, de fato, sob o aspecto profissional, urge afastá-lo da função. Talvez até dar-lhe uma segunda chance e transferi-lo de unidade ou setor... Essa é uma hipótese a ser estudada em função do seu histórico na empresa. Não se deve esquecer que, se o problema for afetivo ou de ordem médica, usar os departamentos competentes para a devida solução. Se, por outro lado, for motivo de demissão, fazer uso das prerrogativas que facultam as leis trabalhistas. Por fim, o importante nas suas ações e decisões é preservar o bom ambiente de trabalho e o bom fluxo produtivo, e, ao mesmo tempo, minimizar ao máximo o prejuízo na carreira do profissional.

     Inácio Dantas

    Temas relacionados (De liderado a líder):

    Temas complementares (Competição vitoriosa):

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Opiniões sobre os seus negócios: seja, você, o mentor.




     Cuidado: todo sucesso mal administrado torna-se um fracasso bem administrado...


     Acaso você decide suas escolhas e esquematiza seus negócios baseado na opinião dos outros? Cuidado. O que é bom para eles nem sempre é bom para você...
     Seja o mentor de si mesmo. Tenha as diretrizes do seu presente e futuro definidas e conduza a nau dos seus projetos com leme próprio. Veleje com a sua bússola, não fique à mercê das opiniões alheias.
     No brasão paulistano há a frase em latim “Non ducor duco”, que significa “não sou conduzido, conduzo”. Logo, a filosofia é: decida seu destino por si mesmo. “Ah, mas eu quero ouvir a opinião de fulano...”. E se ele for contrário? Você vai desistir, ficar refém das suas vontades, manipulado pelos interesses alheios? Reflita. Opiniões dos outros podem ser boas para eles e não necessariamente para você. Elas podem modificar e descaracterizar forma e conteúdo do seu sonho.
     Tenha voz própria. Não seja uma caixa de ressonância, respondendo “sim”, “ok”, “farei assim mesmo...” e coisas do gênero. Sua opinião é sua primeira pele. Cumpre a você esculpi-la com capricho, dar um contorno dourado, estudar os pormenores e implementá-la.
     Tenha opinião firme, inequívoca, bem estruturada. Opinião para o estudo, para formar-se numa profissão rentável e que o complete intimamente. Tenha opinião sobre temas do cotidiano, mesmo polêmicos, seja futebol, política, economia, artes... Tenha opinião firme para mudar, dentro de uma empresa, pessoas, máquinas e refazer rotinas que estão ineficientes. Tenha opinião até mesmo para mudar e melhorar a si próprio. Enfim, você não deve ser conduzido, e sim ser o condutor.
    Cada um de nós tem uma porta a abrir, uma luz a acender, uma montanha a escalar. Essa é a nossa trajetória para chegar a um ponto futuro. E esse ponto é um porto seguro onde, um dia no porvir, repousaremos o corpo velho e cansado.
     Portanto, hoje, o que você decidir tem de ser algo de foro íntimo, objetivos claros, fieis ao seu estilo de ser, pensar e viver. Você deve fazer o que sonha e não o que os outros sonham para você. Estar limitado à opinião estranha é igual o peixe criado num aquário: terá seu crescimento e movimentos limitados ao espaço. Porém, criado no mar aberto, livre, poderá crescer e atingir toda a sua plenitude.

     Inácio Dantas
 
     Temas relacionados (Reflexões filosóficas)

     Temas complementares (Motivação no trabalho):

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Carreira de trabalho, vitórias e sucesso!




    Lute. Mas lute para vencer! Lembre-se, não existe taça para derrotados!

      
     Quem disse que é fácil ser um vitorioso na profissão e nos empreendimentos? Se fosse fácil teríamos um mundo de vitoriosos e competir seria desnecessário. Mas, não. Ser vitorioso exige muito de nós, afinal há um batalhão de pessoas nos enfrentando e ao qual devemos enfrentar. E para vencer o segredo é: ser o melhor.
   Veja como exemplo o megaempresário e apresentador de TV Sílvio Santos (Senor Abravanel). Ele deu “partida” no trem do seu sucesso na década de 50/60, quando começou a trabalhar em bares e apresentando espetáculos e sorteios em caravanas de artistas. Hoje é reconhecidamente um dos empresários mais bem sucedidos do Brasil. É um referencial, alguém que foi, viu e venceu. Logo, para você receber o laurel, lá na frente num certo momento da vida, dê a “partida” agora. Saia na frente. Antecipe-se à concorrência. Ocupe um lugar de destaque. Não hesite nem se deixe ser pressionado pelo impulso das necessidades: nesse estágio age-se irracionalmente e o resultado pode ser adverso.
   Incite-se para o trabalho, para a criatividade. Não fique planejando fazer e adormecido sobre os planos. Desperte. Mova-se. Os membros e o cérebro quando usados com inteligência e obstinação são alavancas que movem montanhas.
     A vida e o mundo alteram sua filosofia a todo instante. A ideia que alguém é um predestinado para o sucesso é um mito. Vencer é um processo cíclico, dinâmico, constante. Quem dá o start na carreira cedo, em curto prazo estará a colher os lucros do seu investimento. É o caso do Silvio Santos, que a partir de 1976 dá voos mais altos e adquire seu próprio canal de TV (SBT) e até hoje é um ícone da TV brasileira.
    Esse é um exemplo, entre milhares, de como a competição na nossa vida pode nos levar ao pódio, independente da nossa origem ou formação acadêmica. Você pode, sim, ser um destaque social, seja na profissão que abraçar, seja no empreendedorismo. A escolha é sua, e também os caminhos, armas e estratégias a utilizar. Uma coisa é certa: os sonhos que você tem, a fibra, a garra, tudo isso unido ao trabalho o fará um competidor pronto para o mais alto degrau do pódio!

     Inácio Dantas
http://i-livros.blogspot.com

     Temas relacionados (Produtos elásticos):

     Temas complementares (Harmonia no trabalho):

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Líder, gestor, seus funcionários são felizes no trabalho?




    Quando os olhos vislumbram o brilho da vitória é sempre o coração que recebe o primeiro impacto da felicidade!

    É recomendável ao líder, além de bem comandar a equipe, ser amigo e, quando necessário, confidente dos seus funcionários. Conversar e conhecer seus sonhos, suas aspirações na empresa e até mesmo suas preocupações, é importante para que eles se sintam incluídos e prestigiados. Ao exercer esse contato, e prestigiar o lado humano dos subordinados, o líder acaba por disseminar um clima de amistosidade e felicidade na equipe. E funcionários felizes é um fator que aumenta a motivação, amplia o senso colaborativo, melhora a força de trabalho, o desempenho e tem como resultado maior produtividade e rentabilidade. E, sem dúvidas, felicidade é uma usina propulsora de energia adicional que se agrega ao corpo.
  Quando os membros de uma equipe estão em perfeita sintonia com o líder, e entre si, eles sentem-se valorizados como seres humanos e irradiam uma aura positivista. Essa aura se espalha pelos diversos departamentos e logo toda empresa entra num ciclo virtuoso.
   Embora não pareça, essa parceria líder-liderados é simples, fácil de ser construída e tende a dar pequeno trabalho e grande resultado. É uma ação paralela, às vezes até extra-profissional, que o líder realiza junto a cada componente da equipe. Há momentos em que o fator amizade supera o fator liderança. Detectar o que leva um funcionário ao repentino desestimulo, e à baixa-produção, é tarefa inerente ao líder. Funcionário com problema particular, seja de que ordem for, repercute na improdutividade; é como o dente defeituoso de uma engrenagem, onde além de operar com ineficiência pode parar toda a máquina.
   Ao primeiro sinal de alguém infeliz no trabalho, de imediato o líder deve agir. Aliás, este deve estar sempre com o olhar vigilante, a detectar qualquer menção de alguém “pedindo água”. Notadamente se for de posto-chave ou de setores vitais. Se, e quando isso ocorrer, reservadamente deve chamar o funcionário para um diálogo esclarecedor e entender as razões que o infelicita. Como se fosse um “médico”, deve tomar as primeiras providências que estiverem ao seu alcance. Compreensão, conselhos, apoio moral, e, se for do âmbito financeiro e fizer parte da política da empresa para esses casos, o socorro deve ser prestado. Ou você vai abandonar um guerreiro ferido sem tentar ajudá-lo? Entretanto, se o problema for algo de uma alçada que não possa resolver, deve encaminhar ao setor competente.
   É fundamental, em momentos de doença, depressão, tristeza, baixa-produtividade de alguém que sempre se destacou pelo bom humor, vitalidade e alta produção, que o líder não se omita nem deixe de envidar esforços pró-ajuda. Lembre-se, funcionário bom é funcionário que produz. E para ser bom e produzir ele tem de estar bem, satisfeito, tranquilo e feliz!

   Inácio Dantas

   Temas relacionados (Lucro “por dentro” – Mark-up):

   Temas complementares (Giro dos estoques):

sábado, 25 de junho de 2011

Crises: não acredite nelas, trabalhe!



    Se você se esforçou e conseguiu o sucesso, continue se esforçando para mantê-lo; se fraquejar, em dois tempos ele se vai...

   
  Crise é uma conjuntura de desequilíbrio, situação anormal e grave. Pode ser passageira; pode ser duradoura. Enfrentamentos para transpô-las, sejam quais forem, devem ser implementados de pronto, pois decisões tardias podem revelar-se ineficazes e danosas.
     Profissional que não quer ser levado pelo arrastão das crises deve estar firme e “ligado” no seu trabalho, aprimorando a todo momento seus conhecimentos e afinando sua profissão. Quando há uma crise no mercado, seja na demanda, oferta, governos, empresas, o primeiro ponto a ser abalado são os postos de trabalho. Profissionais, às vezes com vários anos de relevantes serviços prestados, são demitidos subitamente. A crise, que é do empregador, passa a ser também do empregado. Para não afetar a sustentabilidade corporativa, esta “livra-se” do seu material humano sob o pretexto de “contenção de custos”, desencadeando, num ciclo negativo, uma crise maior.
     O profissional, diante desse grande e novo desafio, que é sair de um trabalho e procurar outro, não deve deixar-se abater nem se desesperançar. A qualidade da sua mão-de-obra, seu expertise, suas ações proativas, inclinação para enfrentamentos e buscar novas fontes de rendas, são recursos que deve pôr em prática em prol da superação.
   Mas, quais os conceitos-chaves para enfrentar os desafios e espantar o monstro das crises? Alguns exemplos:
    -Resiliência: Capacidade de vencer adversidades, recuperando-se da queda ainda mais forte. Não se abater nem esmorecer frente à escuridão, mas acender a lâmpada das ideias e buscar rotas alternativas. Aqui inclui-se, entre outros, coragem, otimismo, perseverança, entusiasmo;
    -Networking: Rede de Contatos. Abrir o guarda-chuva das comunicações, contatar os amigos e pedir socorro - na iminência de afogamento, uma boia em alto mar é um iate;
    -Benchmarking: Busca das melhores práticas corporativas que conduzem ao desempenho superior. Você pode superar seus próprios limites. Crises não resistem a um trabalho árduo e bem feito.
     -Criatividade: Capacidade de criar, dar origem a algo, inventar. Buscar no seio da inteligência o que não existe e precisa existir. A capacidade humana, posta à prova frente aos problemas, tende a superar-se e criar o incrível. Ponha esse minério precioso para fora e faça-o brilhar;
     -Inovação: Capacidade de renovar, introduzir novidades ou de transformar o que existe em novo. Não confundir com copiar. A inovação permite melhoria da coisa, agrega valor econômico, desperta interesse social e traz retorno financeiro;
     -Cooperação: Ato de cooperar, colaborar, ajudar, auxiliar tendo por objetivo a construção de algo para o bem comum. Com a cooperação você ajuda e é ajudado; dá e recebe, divide forças e multiplica resultados;
    -Força de Trabalho: Todos os conceitos anteriores canalizados em um só: força de trabalho. Com desprendimento, ir à luta com toda essa bagagem é ter grandes chances de derrotar as crises, estruturar a carreira profissional, estabilizar as finanças e ter um futuro promissor.

     Inácio Dantas

     Temas relacionados (Bom gerenciamento):

     Temas complementares (Saúde, inteligência...):

segunda-feira, 20 de junho de 2011

“Cadeia de valor” & Marketing e Vendas no “mundo digital”.

     (Um breve ensaio tendo em vista as tecnologias da Internet)

     1.“Cadeia de valor” (Michael Porter, do livro “Competitive Advantage”, 1985):

     “Cadeia de Valor” diz respeito a uma sequência de operações realizadas por uma corporação, desde a aquisição das matérias-prima (insumos), passando pela fabricação, vendas, entrega ao cliente e serviços.

 
     ”Cadeia de Valor” (Value Chain) representa:
     *Logística Interna (ou de Entrada): Aquisição de matérias-prima e insumos (compras e logística de estoques);
     *Operações: Agregação de valor, transformando os insumos em produtos finais;
   *Logística Externa (ou de Saída): Atividade para disponibilizar os produtos aos clientes, inclusive armazenagem e elaboração de pedidos;
     *Marketing & Vendas: Atividades associadas com a captação de compradores, incluindo o marketing e publicidade, preços, etc.
     *Logística Serviço: Serviços para manter ou melhorar a qualidade dos produtos, incluindo o pós-venda, apoio ao cliente, assistência técnica, serviço de manutenção, etc.
     (Interessante conhecer também o “Modelo das 5 Forças” de Michael Porter)

     2.Marketing e Vendas no “mundo digital”

     A evolução da “Cadeia de Valor” de Porter assumiu um novo panorama no mundo digital. Agora vivenciamos a etapa “Marketing & Vendas” na tela de um computador, a milhares de quilômetros dos centros produtores e distribuidores. A inovação tecnológica abreviou distâncias e a logística de entregas com caminhões, peruas, correios, etc., ganhou um dinamismo e uma magnitude diferenciada.
    Com os meios digitais, os relacionamentos interpessoais e interempresariais evoluíram, se modernizaram, se ampliaram e definitivamente se globalizaram. Sobretudo no âmbito das vendas & serviços. O que era há vinte, quinze anos atrás, hoje caiu em desuso ou foi readequado e aperfeiçoado. Como exemplo dessa “readequação”, citemos o “Jornal do Brasil” (JB) que deixa de ser publicado em papel e passa a ser publicado e “entregue” digitalmente, na tela do computador. É a Internet mudando paradigmas. Agil, barata e moderna, ela se expandiu, se massificou e faz-se presente em milhões de lares no Brasil e no mundo.
    Assim, em termos digitais, um novo filão foi aberto nas relações comerciais. Com o barateamento dos preços dos computadores e da banda-larga as vendas eletrônicas avançam e tomam um espaço significativo. As equipes de marketing, telemarketing, vendas por mala-direta e vendas on-line se multiplicam como tentáculos das corporações no front com o público consumidor. Estruturas como o Call Center, chat on-line, etc, vieram junto e dão suporte ao pós-venda. As vendas através dos pontocom crescem em progressão geométrica. A um baixo custo para altas vendas, funcionam de domingo a domingo, ininterruptamente. O faturamento eletrônico no Brasil já ultrapassa a barreira de quatorze bilhões de reais/ano (2010). Agora o trânsito de clientes não é apenas nos corredores das lojas de departamentos; é também na conexão pela Internet, comprando no conforto do lar.

     2.1.O planeta é reto e plano...
  
     Com relação ao novo formato da “Logística Externa” (ou de Saída), nas vendas pela Internet a estrutura de distribuição mudou radicalmente. Agora, compra-se aqui em São Paulo, no Brasil, de uma empresa em Xangai, na China, por exemplo um software (game, anti-vírus, sistema operacional, etc) ou um livro digital, jornal e revista eletrônica, músicas, filmes, ou ainda cursos e aulas de faculdade, etc, em qualquer cidade do planeta, e recebe-se de imediato, via download pelo computador, numa entrega on-line, instalada diretamente no coração da máquina. Aqui, a logística de entrega e o serviço pós-venda é totalmente feito à distância, sem a presença humana. Surge, dessa forma, pela Internet, além de um forte canal de vendas, um novo canal de entrega de produtos, suporte de instalação, assistência técnica (on-line), forma de pagamento, garantia, etc.
     Diante desse descortinar de uma nova era na “Cadeia de Valor”, ajustar a sintonia do que o cliente deseja, e o que é ofertado, é uma equação que montada com responsabilidade comercial, e satisfação garantida, resulta em faturamento crescente. Mas, atenção. É preciso cuidado com o “empurrômetro”, com a venda “enganosa” ou de “qualquer jeito”. E também superavaliar, mentir ou omitir sobre os reais benefícios e qualidades de um produto. No mundo da Internet essas “técnicas”, condenáveis, podem levar à perda de vendas, de clientes, e ter a loja virtual fora do “ar”.

     2.2.Primeiro contato - primeiro estágio para as vendas.

     Para a pesquisadora canadense Jody Heymann (“Época Negócios, 07/10”), o contato com os clientes e os consumidores é feito inicialmente pela base da empresa. Segundo seus estudos, “90% dos lucros corporativos são gerados por funcionários menos graduados”. Fica óbvio, então, que investir nos profissionais da “base” pode representar uma fatia no faturamento praticamente igual ao próprio bolo. Diante dessa realidade, alguns conceitos no relacionamento “base” versus “clientes” continuam, como há milênios, sendo primordiais:

     -Respeito
     -Alegria
     -Sinceridade
     -Simpatia
     -Segurança
     -Honestidade
    


 



   É imprescindível praticar esses conceitos nas relações, não só particulares, mas também comerciais. Seja em lojas físicas ou lojas virtuais, os negócios gerados dentro da “Cadeia de valor” resultam em margens de rentabilidades e com elas lucros e sustentabilidade. Logo, dependendo da tratativa dispensada, o cliente pode ou não celebrar o negócio. Não é porque uma loja é virtual, com anônimos profissionais por trás da linha telefônica e da tela do computador, que não terá esses quesitos como visão e objetivos. É importante transmitir respeito e honestidade e deixar uma impressão de segurança para formalizar o negócio. Recorde-se sempre do lema: “o cliente tem sempre razão”.
    Oferecer qualidade, variedade, bom preço, celeridade nas entregas, garantia de troca, e um bom serviço pós-venda, são estratégias valiosas para fechar negócios. Simultaneamente, ter um sistema de pagamento flexível (cartões, cheques, carnês, boletos, etc), ágil, seguro (contra hackers, por ex.), é um convite à fidelização do cliente. Adicione-se aí a presteza e o bom atendimento como fatores impulsionadores da satisfação do cliente.
    Por fim, para que toda essa mecânica funcione (Atividades Primárias), e ouça-se o tilintar da caixa registradora, foquemos criteriosamente o perfil do elemento humano que fará parte da nossa equipe (Atividades de Apoio). Exigir competência, disciplina, comprometimento e que tenha os conceitos acima como dogma, é estruturar uma equipe pronta para vultosos negócios.

     Inácio Dantas

     Temas relacionados (Apagando incêncio):
http://gestao-e-lideranca.blogspot.com/2011/03/apagando-incendio-resolvendo-problemas.html