domingo, 26 de março de 2017

Disciplina a serviço dos lucros – e do seu crescimento como profissional.


Disciplina a serviço dos lucros – e do seu crescimento como profissional.

Cresça profissionalmente dentro da empresa. Destaque-se. Recicle-se se necessário e almeje a eficiência. Tenha espírito solidário e colaborativo. Adicione obediência, probidade, caráter impoluto. Com esses ‘temperos’ você melhorará o seu currículo e com ele a sua vida.

Disciplina é sinônimo de eficiência; eficiência é sinônimo de produtividade. Logo, não há boa produtividade com indisciplina, seja em que segmento da vida for. Isso é inconteste.
Empresas onde líderes ordenam e liderados desobedecem são empresas fadadas ao insucesso. Como pode um ambiente de trabalho manter-se produtivo se ali se instalar uma Torre de Babel? Há que todos falarem o mesmo idioma, haver sinergia entre os pares, obediência às regras, respeito à hierarquia, aos colegas e disciplina operacional. Ressalte-se que esses quesitos, além de serem impulsores de faturamento e lucros, são itens que integram o padrão ISO, pois permitem aumentar o grau de segurança e reduzir, em contraponto, o número de acidentes de trabalho.
Seja do pedido do cliente à execução do serviço, do início do processo da matéria-prima ao produto final, da portaria de descarga ao depósito e do depósito às prateleiras de vendas, há um caminho lógico e racional a ser percorrido; e esse caminho é reto e plano, sem desvios ou ressaltos. Esse é o “percurso da eficiência”, ou seja, os bens e insumos chegam mais rápido à área de processamento e vendas.
 A disciplina constante é qual uma mola-mestra incansável, que se retrai e se expande empurrando para frente os negócios. Qualquer entrave na flexibilidade dessa mola, lá na ponta, imprevistos poderão ocorrer. E esses imprevistos resumem-se em produtos mal acabados, com defeito, excesso de sobras e desperdícios; mercadorias empoeiradas, vencidas, danificadas ou mal expostas na área de vendas; serviços executados com atraso, baixa qualidade ou imperfeição, etc. E daí decorre trocas, substituição de peças e componentes, refazimento de serviços, acarretando perda de clientes, altas de custos, prejuízos... Essas práticas empresário algum pretende registrar nos seus negócios, pois é um retrocesso na escala produtiva e nos lucros.
 Devemos considerar a disciplina como um item a estar presente na empresa como parte integrante do produto final. Ela é um facilitador indispensável para os desafios do dia a dia e para aqueles que buscam o primor e a plena eficiência dos trabalhos. Discipline, pois, e discipline-se!


Prof. Inácio Dantas

domingo, 5 de março de 2017

Qualificações: você, o profissional que "faz acontecer".


Tecnologia, conhecimento: seja uma luz, não um refletor!

É inquestionável que as benemerências da vida são o reconhecimento àqueles que detêm bons e sólidos conhecimentos profissionais e faz deles a ferramenta do seu trabalho. É conclusivo, pois, que há que inteirar-se de tudo que envolve sua atividade laboral. Nos trâmites da função, ninguém deve ser um mero espectador, mas um qualificado ator. Desinteressado, omisso? Jamais! Manter-se plugado e interconectado com as inovações, absorvendo conhecimentos e aperfeiçoando o know-how é o diferencial. “Ficar por fora” das novidades é arriscar-se ter à frente, na sua bancada de trabalho, um serviço que desconhece. Deve-se, ao contrário, conhecer palmo a palmo os meandros das atribuições; ser um mestre, não um pupilo. Estar fora desse contexto é, subitamente, ser contestado e ter depreciada a capacidade.
Esse preâmbulo é para você que tem a gana do conhecimento e sabe que a tecnologia transforma ideias de hoje em coisas do amanhã. Assim sendo, avance, vá aos píncaros da tecnologia. Abrace a causa e acompanhe ombro a ombro a evolução, que é rápida, transformadora, ininterrupta.
Seja o precursor das novidades que serão implementadas e produzirão eco nos negócios. É da sua expertise que deve emanar os novos procedimentos que serão um spot a irradiar luz à equipe, agregar valor e lucratividade aos bens e serviços gerados. E, por conseguinte, merecidamente, fruto desse trabalho retornará ao seu bolso em forma de lucros e dividendos.
Reflexão:
Não captar a tecnologia é viver na penumbra, sob o véu diáfano do dessaber, entre a luta e o sucesso. Contrariamente, é deter os fundamentos do “como fazer”, e ter o disjuntor das luminárias que clareiam o “ringue” para os seus rounds vitoriosos!
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Qualificações: você, o profissional que "faz acontecer".
Quebre os nós do trivial, dê uma reviravolta na sua profissão e transforme seus dias: seja o timoneiro da nau de um futuro melhor!
A vida é uma nave ágil, dinâmica, ligeira. Retire-a do hangar, ajuste o leme e manobre-a rumo a plagas suntuosas. Você é quem mapeia o trajeto do seu destino. Explore o melhor de si, destaque-se, supere a concorrência, seja o “profissional que faz acontecer”.
Às vezes pessoas vivem décadas trabalhando atrás de uma escrivaninha, ou no pátio de uma indústria, ou ainda numa atividade em que são obrigadas por força das necessidades. Enquanto isso, suas qualificações inclinam-se para outras atividades. Seu corpo está aqui, a mente está longe, em outros lugares: num campo de futebol, num consultório medico, numa edificação, num palco de teatro, num ateliê... É hora, então, de “fazer acontecer”, de uma guinada de cento e oitenta graus e reajustar-se na vida. Pense nisso. Revele às corporações as qualificações que você tem, que estão prontas para emergir e lhe propiciar um novo start na carreira.
É isso. Faça o que ama fazer, aquilo que sempre quis, que se sente bem, completo, realizado, feliz. Seja o construtor da rampa que vai projetar sua nave às estrelas do sucesso pessoal.
Não se disperse, não se acomode, não perca o foco!
Apronte-se para um voo, não ao rés-do-chão, mas um voo alto, plano, duradouro. E quais as qualificações para tornar-se o melhor profissional? Aprendizagem, treino, ensaio. Não tema os livros, eles são fiéis amigos; não tema a sala de aula, ela é um pedaço do mundo que você já está a conquistar. Seja o profissional que “faz”, que amplia produção, minimiza custos e maximiza lucros.
Insira-se entre os melhores. Faça parte do centro das inovações, ponto de convergência dos temas que amanhã serão notícias globais no mundo corporativo.  
Reflexão:
Se você está qualificado na profissão, dê-se valor e valorize o que faz. Assim, pelos outros, será também valorizado e seus feitos qualificados.

Prof. Inácio Dantas
Do livro “Você, Líder do seu Sucesso”. (Digital e Impresso: www.amazon.com.br)


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Reavaliação do Ativo Imobilizado e Ajuste das depreciações/impostos diferidos

Reavaliação do Ativo Imobilizado e Ajuste das depreciações/impostos diferidos

(CPC 27)
(41).O saldo relativo à reavaliação acumulada do item do ativo imobilizado incluído no patrimônio líquido somente pode ser transferido para lucros acumulados quando a reserva é realizada. O valor total pode ser realizado com a baixa ou a alienação do ativo. Entretanto, parte da reserva pode ser transferida enquanto o ativo é usado pela entidade. Nesse caso, o valor da reserva a ser transferido é a diferença entre a depreciação baseada no valor contábil do ativo e a depreciação que teria sido reconhecida com base no custo histórico do ativo. As transferências para lucros acumulados não transitam pelo resultado.
(42).Os efeitos do imposto de renda, se houver, resultantes da reavaliação do ativo imobilizado são reconhecidos e divulgados de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro.
Exemplo de Reavaliação de Ativos (não confundir com “Correção Monetária do Ativo”, que foi revogado).
A empresa Auto Peças Mix Ltda. possui um Imóvel que é utilizado para depósito de peças da empresa. O valor de aquisição do Imóvel foi de R$ 100.000,00 e a Depreciação Acumulada é de R$ 10.000,00. Sua posição contábil é:
Nos Razonetes:
Imóveis/Edifícios
(-)Depreciação.Acumulada
100.000,00


10.000,00
Ocorre que a área onde se localiza esse imóvel sofreu, nos últimos anos, uma supervalorização imobiliária. Hoje, esse imóvel vale entre R$ 300.000.00 e R$ 350.000,00. Logo, de acordo com o CPC 46 – Mensuração do Valor Justo, há que se atualizar o valor contábil para refletir, na contabilidade, o valor real do bem. Esclarece-se que:
a)o Valor Justo é uma mensuração que reflete o valor do mercado, não uma mensuração arbitrária feita pela empresa;
b)uma atualização contábil pelo Valor Justo pode ou não se destinar à venda do bem Ativo.
c)De acordo com a NBC T 19.6.1.2 (“Reavaliação de Ativos”), “O valor da reavaliação do ativo imobilizado é a diferença entre o valor líquido contábil do bem e o valor de mercado, com base em laudo técnico elaborado por três peritos ou entidade especializada”. Desse modo, além de atender a NBC, também há que atender o “Princípio da Prudência”. Por conseguinte, nesse exemplo, a empresa deve proceder a três laudos de avaliação do imóvel junto a empresas imobiliárias qualificadas da região, para determinar seu valor de mercado. Desses três laudos escolhe-se o “de menor valor”. Também, no laudo consta o tempo de Vida Útil remanescente do bem[1]. No caso, consideremos 10 anos. Consideremos, porfim, que o laudo de menor valor seja de R$ 300.000,00. Destarte, a contabilização da reavaliação será:
 Lançamentos contábeis do Valor Justo:
1-Ajuste do Valor Justo do Imóvel XXX, conf. laudo xxx.  - 02/01/X5
D  Imóveis/Edifícios – Sub-Conta
200.000,00

D  (-)Depreciação Acumulada
10.000,00
  
C  Reserva de Avaliação de Ativos Próprios
  
159.600,00
C  Débitos Fiscais IRPJ/CSLL – (PNC)
  
50.400,00

Razonetes:
Imóveis/Edifícios
Imóveis/Edifícios - Sub-Conta
(-)Depreciação Acumulada
0- 100.000,00

1- 200.000,00

1 - 10.000,00
10.000,00-0




0
0
Reserva de Aval.Ativos Próprios
Déb.Fiscais IRPJ/CSLL – PNC

  159.600,00 -1

50.400,00 -1





Nota do autor: 1.O valor do Imóvel agora é R$ 300.000,00 na contabilidade (a soma da Conta e ad Sub-Conta Imóveis/Edifícíos) que é justamente o seu valor de mercado;
2.O saldo que havia de Depreciação Acumulada é “zerado”. Assim, com o novo valor de R$ 300.000,00 a empresa reiniciará o processo de depreciações do bem, separando a conta e a sub-conta;
3.O valor de R$ 210.000,00 da diferença sofre uma retenção  de  24% (15% IRPJ + 9% CSLL), que totaliza R$ 50.400,00. O restante é contabilizado como Reserva de Avaliação de Ativos Próprios no grupo Patrimônio Líquido.
4.Reiterando o item (35), letra b): “b)a depreciação acumulada é eliminada contra o valor contábil bruto do ativo”.
Exemplo de transferência da Reserva de Avaliação de Ativos Imobilizados para Reserva de Lucros:
Segundo o item (41) do CPC 27: “...Entretanto, parte da reserva pode ser transferida enquanto o ativo é usado pela entidade. Nesse caso, o valor da reserva a ser transferido é a diferença entre a depreciação baseada no valor contábil do ativo e a depreciação que teria sido reconhecida com base no custo histórico do ativo”. (Grifo nosso)
Tendo como base o exemplo anterior, a contabilização anual das depreciações passará a ser:
a.Valor Contábil  - Imóveis/Edifícios XXX
300.000,00
b.Vida útil remanescente:
10 anos
c.Depreciação (10% a.a)
30.000,00  
d.Custo Histórico - Imóveis/Edifícios XXX
100.000,00 
e.Depreciação contabilizada (2,5 anos)
(10.000,00)  
f. Valor depreciável (d – e)
90.000,00
g.Depreciação (f * 10%)
9.000,00  
h.Diferença (c – g)
21.000,00  
Com relação aos Impostos, a NBC T 19.6.11.2 orienta que ”A parcela correspondente aos tributos incidentes sobre a reavaliação deve ser registrada no passivo exigível a longo prazo, sendo transferida para o passivo circulante, à medida que os ativos forem sendo realizados. As eventuais oscilações nas alíquotas dos tributos devem ser reconhecidas em contrapartida da reserva de reavaliação”.
Imposto a ser transferido para o Passivo Circulante = R$ 21.000,00 x 24% = R$ 5.040,00.
2-Ajuste da Diferença de Depreciação Ano 20XX - Imóvel XXX - 00/00/X5
D  Reserva de Avaliação de Ativos Próprios (PL)
15.960,00

D  Débitos Fiscais IRPJ/CSLL – (PNC)
5.040,00
  
C  Débitos Fiscais IRPJ/CSLL – (PC)
  
5.040,00
C  Reservas de Lucros (PL)
  
15.960,00
Razonetes:
Déb.Fiscais IRPJ/CSLL – PC
Déb.Fiscais IRPJ/CSLL – PNC
Reserva de Aval.Ativos Próprios- PL

2-  5.040,00
2-   5.040,00
 50.400,00 -1

2-  15.960,00
159.600,00-1

5.040,00

 45.360,00


143.640,00

Depreciações. As depreciações do Imóvel serão procedidas da seguinte forma:

a.Custo histórico da conta Imóveis/Edifícios XXX
100.000,00
b. Depreciações já apropriadas anteriormente 
10.000,00
c.Valor Reavaliado (Valor Justo)
300.000,00  
d.Vida Útil remanescente
10 anos 

Quadro 1 - Situação Contábil
Depreciações:
LALUR
Imóvel XXX
C P C
Fiscal
Adições
Exclusões
Anos:
Depreciação Contábil:
%
R$
%
R$
R$
R$
Anteriores
2,5 anos – CPC reversão
10
10.000
10
10.000
0
0
Ano1
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano2
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano3
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano4
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano5
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano6
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano7
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano8
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano9
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano10
CPC = 300.000/10 anos
10
30.000
4
4.000
26.000

Ano 11 a 25
150 meses
0
0
50
50.000

50.000
Total:

100
310.000
100
100.000
260.000
50.000
Depreciação CPC R$ 10.000 anos anteriores já apropriada e revertida
Depreciação Fiscal = R$ 100.000 x 4% ano a partir do ano 1 = R$ 4.000,00

Depreciação a ser contabilizada – Ano1 (no Quadro 1)

2-Cota de Depreciação 1/10 - Imóvel  XXX – Ano 1 - 31/12/X5
D  Despesa de Depreciação
30.000,00

C  (-)Depreciação Acumulada
 10.000,00  
C  (-)Depreciação Acumulada – Sub-Conta
  
20.000,00
Nota do autor: A Depreciação Acumulada do ativo Custo histórico é R$ 100.000 x 10%, e a Depreciação Acumulada – Sub Conta é do Valor Justo de R$ 200.000 x 10%.





[1] NBC T 19.6.7.5


Obs. Alguns quadros são correções do livro, pags. 43 e 44.

Prof. Inácio Dantas
do livro: "Depreciação, Amortização e Exaustão do Ativo Imobilizado/Intangível"