quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Estruturas de Mercado - Monopólio, Oligopólio, oligopsônio...Truste, cartel, fusão, cisão...



      Estruturas de Mercado


     Melhorar e ampliar técnicas de gestão, administrativa e comercial, requer aplicação no estudo das peculiaridades do mercado: concentração de compradores (ofertantes), de consumidores (demandantes), de grupos/entidades que manipulam preços, produção primária, produtos acabados, serviços, etc...

·        Conceito

     Nomenclaturas e significados das principais Estruturas de Mercado (Livre Mercado). Do grego:
     -MONO     à  Um
     -DUO        à  Dois
     -OLIGOS  à   “poucos”.
     -POLENS  à  “vender”
     -PSONIO  à   “compra”

·        Concorrência Perfeita

     Concorrência perfeita corresponde à situação de um mercado em que há grande número de ofertantes/vendedores de um determinado bem ou serviço e um grande número de compradores/consumidores, onde se utilizam diferentes instrumentos de negociação, tais como: preços, qualidade dos produtos, serviços pós-venda, etc.
     Ex. Mercado do Café, açúcar, petróleo, etc.

·        Concorrência monopolística 

     É situação de mercado onde há grande número de demandantes e ofertantes, estes com produtos diferentes, porém com substitutos próximos, passíveis de sofrerem concorrência. Observe-se que, embora haja um grande número de empresas ofertantes, com potencial de concorrência de seus produtos entre si, há, porém, diferenciais nos preços e nos produtos que o deixam “únicos”. Isto ocorre em termos de preço, embalagem, formato, um “vale-brinde”, ou mesmo um serviço pós-venda mais refinado.
     Este tipo de concorrência, imperfeita, pode ser visto com mais frequência em lojas ou estabelecimentos com variedade de produtos com características próximas entre si. É o caso de supermercados, lojas de departamentos (roupas, calçados, bolsas), postos de combustíveis (lanchonete, lava-rápido, loja de conveniências, caixas-eletrônicos). Neste caso, o estabelecimento passa a deter a preferência do consumidor em função dos “serviços” agregados.
     Ex1. Concorrência monopolística sob o aspecto de um produto:
     Televisor de LCD de 48”, com wirelles, pen-drive, digital. Quando do lançamento pelo fabricante, esse produto passa a ser único, com uma opções tecnolólicas que os concorrentes não têm. Assim, por ser único no mercado, ele é uma espécie de “monopólio”. Os clientes adquirem esse produto pelas vantagens tecnológicas e status social – “Bens de Veblen”. Logo, a concorrência monopolística perdurará até outro fabricante produzir um televisor similar.
     Ex2. Concorrência monopolística de um estabelecimento
     Há uma propaganda na TV, onde um caminhoneiro, ao volante, pergunta a um senhor sentado numa cadeira de balanço “onde fica o posto de combustível mais próximo”. O senhor responde que é “ali, no posto Ipiranga”. Pergunta em seguida onde pode comprar pneu, e a resposta é a mesma. Ao final ele completa perguntando “vocês fazem tudo no posto Ipiranga”. Ao que o senhor responde, “não sei, pergunta lá no posto Ipiranga”. Note-se o viés monopolístico da propaganda. Todo o serviço local é feito no posto, quer seja combustível, supermercado, caixas eletrônicos. Essa é uma concorrência monopolística.
     Ex3.Concorrência monopolística sobre o aspecto das Relações Trabalhistas (Humanas)
     Com a progressiva divisão do trabalho (como preconizou Adam Smith em sua obra “A Riqueza das nações”), os trabalhadores, de todas as áreas, passaram a se especializar em suas funções. Medicina, química, eletrônica, robótica, construção civil, etc. Com essa especialização surgiu a figura do “profissional único” num determinado trabalho. Quando, por exemplo, fala-se em cirurgia cardíaca de alto nível, fala-se em Adib Jatene; quando fala-se em futebol, fala-se em Messi; quando fala-se em consertar a lataria de um carro amassado sem lixar ou pintar, fala-se no “martelinho de ouro”. Essa “especialização”, figura “única” na função, acaba por gerar uma demanda de clientes muito maior que a oferta de horas de trabalho que sua mão-de-obra pode propiciar. Como não há outro profissional com a mesma qualificação, tem-se, aí, uma concorrência monopolística.

·        Monopólio

     O Monopólio é um caso extremo de concorrência imperfeita em que um único vendedor tem o controle total da oferta (produção) de determinado produto ou serviço. Numa situação deste tipo, a falta de concorrentes faz com que os preços praticados sejam superiores aos preços de mercado que ocorreriam numa situação com concorrência. Outrossim, faz com que existam poucos incentivos no sentido de melhorar a qualidade e a inovação, criando assim ineficiências de mercado que muitos países tentam evitar através de leis antimonopólio.
    Ex. Monopólio Estatal. Correios e Telégrafos. O mercado de fornecimento de energia elétrica é monopolista, pois embora haja mais de um produtor, este é monopolista em sua região. (Ex: Light no RJ, Eletropaulo em SP).

·        Duopólio 

    Situação de mercado em que há somente dois vendedores de uma mercadoria ou serviço. Nesta situação os preços praticamente são “tabelados” entre os dois, não permitindo outras opções ao consumidor.
    Ex. Em certo momento, o duopólio da aviação entre Tam e Gol. A perspectiva de fusão entre os supermercados de varejo Carrefour e Pão de Açúcar, formando o “Carrepão”. Em pequenas cidades poderia haver o Monopólio; em médias e grandes cidades o duopólio com o grupo Walmart.

·        Oligopólio

     Situação de mercado em que a oferta é controlada por um pequeno número de ofertantes (produtores), e em que a competição tem por base, não as variações de preços, mas a propaganda e as diferenças de qualidade e tecnologia.
    Ex. No Brasil pode-se citar a concentração financeira, formada por grandes bancos, e a indústria automobilística, formada por cinco firmas: General Motors, Ford, Fiat, Peugeot, Honda que atuam em plena liberdade na dominação do mercado, visto que nenhuma firma local que seja potente ameaça este poderio. Outro exemplo são as operadoras de telefonia celular (Oi, Vivo, Claro, Tim)

·        Monopsônio

     Estrutura de mercado caracterizada por um único comprador de bens e serviços, e diversos vendedores. Em termos de preço, o comprador dita as regras.
     Ex. Normalmente é representado por empresas Estatais (Municipais, estaduais e federais). Nas obras do metrô, contratação de equipamentos de perfuração do solo.

·        Duopsônio

     Inversamente ao Duopólio, Duopsônio é uma estrutura de mercado onde há somente dois compradores de bens ou serviços, para diversos vendedores.
     Ex. Na cidade de Santa Cruz do Sul (RS) as empresas Alliance One Brasil Exportadora de Tabacos Ltda. e a Universal Leaf Tabacos Ltda. compram diretamente tabaco em folha de aproximadamente 17 mil produtores.

·        Oligopsônio

     Inversamente ao Oligopólio, o Oligopsônio é uma estrutura de mercado em que o número de compradores é pequeno, contra o número de fornecedores que é grande.
     Exemplo: em cidades do interior, produtoras de leite, existem duas ou três empresas de laticínios que adquirem a maior parte do leite dos inúmeros produtores rurais locais.

·        Monopólio Bilateral

     Situação de mercado interessante, onde temos a figura de um único vendedor (ofertante monopolista) e um único comprador (demandante monopsonista).
     Ex. A Embraer fábrica os aviões de guerra “Super-Tucano”. O governo brasileiro compra esses aviões. Tem-se, assim, um monopólio bilateral: a Embraer como monopolista na fabricação, o Governo como monopsonista na aquisição.

·        Truste

    (Trust, do inglês, “confiança”). Combinação de firmas comerciais ou industriais (holding) sob a direção de um conselho ou junta central, com o fim de diminuir as despesas, regular a produção, preços, eliminar a competição e dominar o mercado.
    Ex. Tabela de honorários utilizada pelos médicos da  Associação Médica Brasileira (AMB), condenada pelo CADE (Conselho de Administração da Defesa Econômica).¹
     ¹Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Truste

·        Cartel de Preços
 
     Reunião, ou sindicato de empresas produtoras, as quais, embora conservem a autonomia interna, estabelecem monopólio, distribuindo entre si os mercados e determinando os preços. Normalmente procuram reduzir, limitar ou eliminar a concorrência.
     Ex. -Internacional: OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
        -Brasil: Em estradas federais (nordeste do Brasil) o litro da gasolina é “tabelado” em todos os postos nesta mesma estrada, e mais caros que em outras cidades do estado.

·        Pool

     União temporária de empresas para explorar um negócio com o objetivo de reduzir custos e fins especulativos. 
     Ex. Copa do mundo. Transmissão simultânea pela Rede Globo & Sportv, Bandeirantes, etc.

·        Dumping

     Prática comercial que consiste em uma ou mais empresas de um país venderem seus produtos por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo para outro país (preço que geralmente se considera menor do que o que se cobra pelo produto dentro do país exportador), por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos.
    Ex¹. “O bloco formado por 27 países europeus alega que os norte-americanos importam biocombustível sul-americano, mais barato, misturam com a sua produção, recolhem subsídios e revendem no mercado europeu com uma ampla margem de dumping (preço abaixo do custo).”
     ¹Site:http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/r1-europa-acusa-eua-dumping-biodiesel-brasileiro-25-02-09.htm

·        Fusão
  
     A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações (Lei das S.A. - Lei nº 6.404, de 1976, art. 228; Código Civil - Lei nº10.406, de 2002, art. 1119). Com a fusão desaparecem todas as sociedades anteriores para dar lugar a uma só, na qual todas elas se fundem, extinguindo-se todas as pessoas jurídicas existentes, surgindo outra em seu lugar. A sociedade que surge assumirá todas as obrigações ativas e passivas das sociedades fusionadas.¹
     Ex. 1.Fusão das empresas Sadia e Perdigão, cria a empresa BRF-Brasil Foods.
           2.Fusão entre Casas Bahia e Pão de Açucar.
           3.Fusão entre o Itaú e o Unibanco
         4.Fusão da Porsche com a também alemã Volkswagen, que já detinha a maior parte das ações da fabricante de carros esportivos e de alto luxo.¹
           ¹(http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/economes/2009/05/07/203117-entenda-o-que-e-a-fusao-de-empresas

·        Incorporação

     A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações (Lei das S.A. - Lei nº 6.404, de 1976, art. 227; Código Civil - Lei nº 10.406, de 2002, art. 1116). Desaparecem as sociedades incorporadas, permanecendo, porém, com a sua natureza jurídica inalterada, a sociedade incorporadora.²
     Ex. Banco Banespa é incorporado pelo Santander o qual adota a marca “SantanderBanespa”, e no exterior a aquisição da Crysler, dos Estados Unidos, a qual foi incorporada pela Daimler Benz, da Alemanha, que passou a se denominar “DaimlerCrysler”
Fonte:http://www.tomislav.com.br/sala_de_aula/contabilidade_avancada.php?pg=contabilidade_avancada&detalhe=&id=9

·        Cisão

     A cisão é a operação pela qual a sociedade transfere todo ou somente uma parcela do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a sociedade cindida - se houver versão de todo o seu patrimônio - ou dividindo-se o seu capital - se parcial a versão (Lei das S.A. - Lei nº 6.404, de 1976, art. 229, com as alterações da Lei nº 9.457, de 1997).³
     Ex. Cisão da Varig S/A. formando as empresas Varig - Varig Participações em Serviços Complementares (VPSC) e Varig Participações em Transportes Aéreos (VPTA)
     Fonte: http://www.estadao.com.br/arquivo/economia/2001/not20010222p11196.htm
¹-²-³Fonte:http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/dipj/2005/pergresp2005/pr212a231.htm

     Inácio Dantas

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Leia e aprenda mais sobre esse e outros temas relevantes no livro "Ser Líder. Pequena bíblia do Líder". Aqui:
https://agbook.com.br/book/261709--Ser_Lider_Pequena_biblia_do_Lider

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Gestão, liderança. Relacionando-se com subalternos e superiores.




     Relacione-se bem com os superiores sem se esquecer dos subalternos. Tenha a ‘porta aberta’ para a diretoria e a produção, mantendo um relacionamento desenvolto e cordial. Se você comanda, é o elo de ligação para as ordens chegarem da nascente ao destino com clareza e fluidez.

     Você, líder de um setor ou departamento, deve manter-se conectado com os superiores, carreando as ordens exaradas (projetos, estratégias, metas, etc) destes aos subalternos, afim de que haja unidade de pensamento por todo o corpo empresarial.
     Dentro do organograma da empresa, o líder, tem a função de um “amortecedor”: recebe um primeiro impacto que vem dos liderados, absorve-o, e o administra. Recebe um segundo impacto dos superiores, administra-o e repassa o “efeito” aos liderados. É como se estivesse no meio de uma “batalha amiga”, por um lado liderando, por outro sendo liderado. Essa “roda-viva” é normal e inerente ao cargo. A pressão do trabalho àqueles que lideram, em qualquer área de atuação, surge dos quatro lados e durante o expediente deve ser atenuada com sabedoria e eficiência.
     O importante é você estar “ligado”, usar a experiência e o jogo de cintura afim de transitar com desenvoltura entre os superiores e os subalternos. É primordial um diálogo constante, aberto, e em alto nível com os superiores. Com os subalternos, o diálogo deve manter-se em alto nível, mas a marca das suas digitais na execução do trabalho deve estar presente. Seja na relação com eles, com clientes, fornecedores e amigos, você deve se fazer ouvir, ser ouvido, questionar, ser questionado, sempre com respeito, atenção e cordialidade.

     1.Quando em contato com os superiores, atente para:

·         Não apresentar somente problemas, mas principalmente soluções.

·     Dar ideias para criar, inovar, alterar e aperfeiçoar e implementar rotinas afim de reduzir custos e melhorar a performance produtiva, mantendo o mesmo ferramental e o mesmo quadro funcional.

·        Não levar aos superiores problemas que você pode e deve resolver.

·     Estar sempre concentrado no seu trabalho para, ao ser questionado sobre algo, responder com desenvoltura.

·      Metas e Cotas? Não realize somente o básico, o estipulado. Exceda, ultrapasse limites!

·        Não esperar ser convocado para ouvir que seu setor está crítico e deve melhorar. Mostrar, isto sim, que tem a administração do setor na “ponta dos dedos” - compras, vendas, estoques, produção, custos, performance da equipe, etc. Se possível descer aos detalhes, como unidades-homem-hora, custos e lucro por unidade, etc. Enfim, você deve agir como se o seu setor fosse uma empresa e você fosse o dono.

·        A diretoria confia os negócios a você - retribua essa confiança. Seja fiel guardião. Proteja e conserve o patrimônio sob a sua responsabilidade.

·       Cultivar afetividade e integração com os demais escalões da empresa. Amistosidade, temperança e compreensão para resolver problemas são formas de tornar fáceis as coisas complexas.

     2.Quando em contato com os subalternos:

·         Repreensões por falhas ou má conduta podem ser duras, jamais ofensivas.

·         Ordens de trabalho devem ser faladas, jamais gritadas.

·       Evolução tecnológica, mercadológica, digital... Incentive-os ao estudo desse novo marco evolutivo. Com o aperfeiçoamento da técnica, ganha o profissional no seu currículo, ganha a empresa na agilidade produtiva.

·       O bom diálogo é prenúncio do bom entendimento. E é algo inerente ao líder. Ciente disso, porte-se com equilíbrio com o funcionário rebelde. A palavra é uma chibata invisível que é para ser usada, não para dominar, mas para domar.

·        Ao ter que advertir um subalterno faça-o no ato. Não postergue. Ficar indeciso a remoer as palavras mentalmente pode dar-lhes uma nova semântica. E, mais tarde, quando finalmente o fizer, o sentido das palavras nada terá a ver com a origem dos fatos...

·      Não “pegue pesado” nas broncas ao chamar a atenção de um subalterno pelo seu primeiro erro. Lembre-se antes de ser líder quantas vezes você errou pela primeira vez...

·        Se um estagiário fizer uma vez um serviço ótimo, elogie. Se fizer duas vezes, observe. Se fizer várias vezes efetive-o, você tem um exímio profissional!

·        Quando um subalterno lhe faz uma boa pergunta, pare e reflita para dar uma boa resposta. Porém, mesmo se a pergunta não tiver relevância dê uma boa resposta, pois para quem a fez ela foi relevante.

·         Diante de imprevistos, mantenha-se calmo – os olhos e as atenções da equipe estarão voltados para você. Nervosismo desestabiliza e desconcentra o raciocínio. Com serenidade concatene as ideias, reflita e decida usando sua expertise e sabedoria.

·         Se tiver que persuadir um operador para executar um serviço do jeito que você quer, não do jeito que ele quer, faça-o de afavelmente, em “baixa pressão”. Pense que, em geral, serviço que se executa sob alta pressão ou se estraga o material ou se danifica a ferramenta ou o serviço sai imperfeito.

     Inácio Dantas

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Decisões estruturadas, programadas.


   "Diga-me a qualidade das suas ideias e lhe direi a quantidade de coisas que pode conquistar!"


    Um problema pode ter várias alternativas para resolver; logo, decidir resulta da opção e escolha. Estabelecer critérios para decidir é imprescindível para o bom êxito. Aí entra as condições de certeza, risco, ignorância ou desconhecimento, incerteza ou conflito.
     A decisão ocorre sempre quando nos defrontamos com algo onde temos duas ou mais formas de solucionar. Nesse ato, optar e escolher a forma mais plausível e segura é decidir com alto grau de assertividade.
    Para facilitar, você pode dividir um problema complexo em vários sub-problemas simples. Esse é um recurso de alta eficiência. Assim, reduz-se a quantidade de variáveis e, consequentemente, aumenta-se as chances de sucesso.
     Há autores que defendem que as decisões podem ser “programadas” e “não programadas”. Quando nos defrontamos com diferentes problemas, diferentes possibilidades de ações são passíveis de serem implementadas. Mas, a decisão será única. E mais próxima da correta.
    Tipos de decisões:
   Programadas:
  -Decisões rotineiras, repetitivas. Resultam de procedimentos habituais, já prescritos no cotidiano. Ex. Ir trabalhar todos os dias.  Na empresa: Entregas em domicílio, pagamento de duplicatas, emissão dos holerites de pagamento, etc.

   Não-Programadas
  -Decisões que geralmente surgem de repente, imprevisíveis, e que fogem às rotinas pré-estabelecidas. Não há parâmetros anteriores para serem tomados por base. Ex. Sua decisão de comprar um novo apartamento. Na empresa: Decisão de abertura de uma nova filial, aquisição de outra empresa, lançamento de um novo produto, etc.

     Nas decisões consideram-se ainda três tipos:
     -Estruturada         –>  De caráter repetitivo
     -Semi-estruturada –>  Alguns dos fatores não são estruturados. Há possibilidade de riscos.
     -Não estruturada   –>  Decisão única, não há uma segunda opção.

     Na tomada de decisão não programada há que se considerar diversos fatores:
     -Em que momento decidir?
     -Qual o custo envolvido?
     -Quais os riscos da decisão?

     Saliente-se que na decisão a ser tomada você deve considerar a existência de forças internas e externas que podem interferir nas suas avaliações. Uma decisão pode levá-lo ao sucesso, mas também pode deixá-lo na “mesmice” ou mesmo lavá-lo ao fracasso.
      Portanto, sua decisão ante algo de extrema importância deve ser bem estudada, inteligente e racional, e deve levar em conta os conceitos acima. Seja como for, tomar uma decisão dentro do razoável é perfeitamente aceita e cabível.

     Inácio Dantas

sábado, 27 de novembro de 2010

Tempo na administração, no processo produtivo.




      Nos momentos ociosos, ocupar-se com atividades produtivas é, além de rentável, uma terapia para relaxar o corpo e a mente. O tempo? É ouro em pó! Se não souber segurá-lo esvai-se por entre os dedos...

     Administre a evolução do tempo!
     O tempo que é marcado nos ponteiros do relógio de toda empresa, durante o processo produtivo, é agregado ao produto e faz parte do seu preço final. Embora imaterial e imanuseável, é o insumo mais precioso na cadeia de valor.
     Ter em “mãos” o tempo é ter um bem finito, escasso, irreciclável e insubstituível. Os minutos e as horas são um bem estanque – e volátil. Por mais que se queira, não se pode copiá-lo ou cloná-lo. E não existe reator atômico capaz de comprimi-lo ou elastificá-lo. É uma matéria-prima rara, de alto valor, que não se pode reter nem fazer estoque.
     Portanto, o tempo num ambiente corporativo deve ser usado com objetividade e racionalidade. Nas ordens de serviço da produção, os minutos demandados para a elaboração de um bem devem ser seguidos à risca, sob pena de extrapolar custos e “estourar” o orçamento.
     Diante dessa exiguidade da natureza, cronometre a passagem do tempo nas suas atividades e adicione-o à planilha de custos. Entre você e ele, seja você o líder. Use-o racionalmente, otimizando-o durante o expediente. Não permita, pois, a indolência, desídia, nem aceite liderados relapsos. Com sapiência, compatibilize o giro dos ponteiros do relógio na produção: serviço rudimentar, funcionário aprendiz; serviço de qualidade, funcionário perito.
     Compatibilizar equitativamente o tempo da mão de obra, maquinaria e matéria-prima é, ao final, produzir quantidade com qualidade. E racionalizar custos. Faça isso com observância rigorosa, pois desobedecer a combinação dessas variantes é errar na equação produtiva e desperdiçar lucratividade.
     Coíba a ociosidade dos liderados, as excessivas saídas para o “cafezinho”, as “rodinhas de bate-papo” e tudo que possa representar sinônimo de improdutividade. O tempo estabelecido de cada homem & máquina deve estar afinado com o serviço proposto para que o resultado final saia dentro do cronograma pré-estabelecido. Lembre-se, os pedidos dos clientes – e o consequente faturamento - têm prioridade número “um”. Por isso, acompanhe de perto e controle as esteiras da produção para que se termine o produto antes do término do expediente. E se possível produza várias vezes dentro do mesmo expediente.
     Em todas as áreas da vida, particular ou profissional, o tempo deve ser um parceiro, não um adversário. Assim, acerte seu relógio biológico com o relógio de pulso. Tenha seu horário pré-fixado e sua agenda organizada: não se atrase, não perca o trem e não perca o compromisso. Com o aumento da produtividade empresarial há o aumento dos lucros e, e em decorrência, o aumento dos rendimentos - seu e dos seus liderados.

     Inácio Dantas

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Líder de equipe - boa liderança, boa gestão




      “Se você lidera, tenha em mente que é de você que emanam as decisões vitais. Conscientize-se, então, da sua importância no trabalho e faça valer sua liderança. Comando, sabedoria, disposição e iniciativa para realizar tarefas são algumas características de um líder.”

     Incentive seu desejo, seja o articulador da sua liderança e destaque-se!

     Por que esperar que os outros o incentivem a uma decisão se, muitas vezes, eles estão competindo com você? Veja por essa ótica: o mercado de trabalho está saturado de bons profissionais, desde peões a doutores. Mas, há os peões e os doutores. E qual é a diferença fundamental entre ambos? Iniciativa, força de vontade, gana, desprendimento, capacidade para gerenciar pessoas e coisas de forma eficiente. Esses são os principais valores que você precisa, que estão no seu “eu” e que devem ser desencavados e lançados mão.
    Todo o poderio que você julga ter, e que os outros julgam que você tem, pode ficar desperdiçado se você se mantiver sempre submisso, incapaz de comandar, mas capaz de obedecer e ser comandado.
    Para se chegar ao topo, num posto de líder, altas e íngremes montanhas você enfrentará. Mas, jamais reflua ao primeiro tropeço na base da montanha. Siga em frente. Articule seus planos para consolidar sua subida, e, com ela, obter sucesso na sua empreitada. E ao final de uma longa jornada atingirá o ápice.
     Mas, atenção. Líderes devem, além de conduzir negócios, conduzir pessoas a patamares mais nobres. Devem despojar-se de ideais belicosos, opressores, da corrupção, da busca gananciosa do “tudo para mim e nada para os outros”, atos que prestam desserviços à sociedade. Devem espelhar-se em líderes que escreveram e escrevem histórias de magnanimidade, amor, paz, espírito de fraternidade, voltadas para mitigar o sofrimento dos semelhantes e lhes proporcionar vidas dignas. Exemplos mundiais como Mahatma Ghandi (1869-1948), Nelson Mandela, padre Marcelo Rossi, e tantos outros que se dedicaram e dedicam às causas humanitárias. E na área empresarial, líderes bilionários como o mexicano Carlos Slim (telecomunicações), os norte-americanos Bill Gates (Microsoft) e Mark Zuckerberg (Facebook), e o brasileiro Eike Batista (mineração, petróleo) eleito em 2010 (Revista “Forbes”) o mais rico do Brasil e o oitavo do mundo.
     Então, vamos lá. Um líder não se faz somente com o canudo da faculdade ou com a somatória de “x” anos de observações, lances de sorte ou vivência profissional. Há que se ter algo mais, “o brilho da alma”, a competência, a destreza para enfrentar a complexidade. E, mesmo sob condições adversas, coragem para investir e técnicas para produzir, fatores que diferenciam o hábil do aprendiz.
    Erga-se, pois, com energia própria. Acione a mente e ponha-se em marcha. Aquilo que está à sua frente, inerte, não sairá do lugar se você não o mover. Incentive-se. Com um olhar para dentro de si, e outro para além do horizonte, faça acontecer. Com vontade e interesse - rápido, ágil, benfeito -, e destaque-se com uma liderança pujante e virtuosa.

     Inácio Dantas

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Líder: nasce feito ou se torna-se líder?




     Não revele desânimo ou mau humor para não permitir comentários impróprios. Entenda que você, como líder, é referência para seus funcionários. Seus bons e até seus maus exemplos poderão ser copiados por eles; por isso, cuide-se para ser um bom referencial!

     A ideia de que “líder já nasce feito” pode ser um fato, mas ele também pode “nascer” com o decorrer da vida. Pode-se até listar vários casos reais de líderes que nasceram com a estrela da liderança, mas eles formam um pequeno percentual em relação ao universo total. A grande massa de líderes vai sendo lapidada dia a dia, lenta e paulatinamente, no decorrer da vida. Assim, é a formação desses condutores que vai dar potencial para dirigir com eficiência, desde um pequeno grupo a uma nação. Então, a ideia central é: todos nascem para ser líderes. E essa afirmação fortalece-se quando vemos, como exemplo, o Presidente Luís Inácio Lula da Silva, nascido no sertão nordestino, mesmo com pouca instrução tornou-se o líder de uma nação. E também a Presidenta Dilma Rousseff, líder nacional que sonhava ser bailarina...
     Ressalte-se que, em termos de assumir o posto, antes de alguém ser líder certamente já foi liderado. Ser liderado é o estágio primeiro para se desenvolver e aprimorar a técnica da liderança. Logo, para se chegar ao nível de um bom líder há que ter tido uma sólida aprendizagem onde uma gama de experiências e conhecimentos foi assimilada plenamente.
     Para um candidato a líder, o potencial para aprender hoje tem relação direta com o potencial para ensinar amanhã. Bons alunos surgem de bons mestres. É um processo cíclico. E esse potencial desenvolve-se e se amplia com a dedicação, treinamento, observação acurada, participação ativa e constante estudo e pesquisa. Nada vem por acaso na arte de bem liderar, de empreender, de decidir com assertiva; é uma conquista, um aquinhoamento, fruto, óbvio, de uma parte da intelectualidade e de grande parte do árduo trabalho.
     Não há que se preocupar com a idade, formação social ou ideologia. Liderança se exerce ainda jovem, em meia-idade ou veterano. E também em qualquer área de atividade, quer seja de uma humilde turma de garis até uma renomada equipe de PHD’s.
     Temos muitos outros exemplos de líderes de grande sucesso no cenário brasileiro, como o empresário Abílio Diniz (dono da Cia Brasileira de Distribuição, grupo “Pão de Açúcar”) que aos 20 anos idade já era gerente comercial, e aos 23 anos fundou o primeiro supermercado do grupo no Brasil. Na história mundial, temos o norte-americano Martin Luther King (1929-1968), líder negro que, em 1957, aos 28 anos de idade, fez eclodir seu incrível talento para liderança contra as leis de segregação. Cite-se, ainda, o tibetano Dalai Lama (Tenzin Gyatso, 1935), religioso Budista, reconhecido como líder em 1950, aos 15 anos de idade.
     Ser líder corporativo, além de outras tantas qualificações, é ter o talento para liderar pessoas, uni-las num propósito e levá-las ao convencimento. E aí é fundamental falar com educação, firme, com conteúdo nas palavras. Lembre-se, pregador que não sabe rezar ofende os santos. E não só isso. É ser inovador, olhar a “missão” da empresa, ter visão a longo prazo, olhar futurista, buscar alternativas e idealizar projetos. É também, se preciso for, mudar o rumo da empresa, ou buscar novos caminhos para ela, sempre de forma eficaz. E sob o lado humano, preparar os liderados para se destacarem, compreender seus reclamos, interpor-se, resolver os problemas deles e da corporação de forma que os interesses não colidam. E, ao final, além de ter em mãos um time coeso e harmonioso, apresentar um resultado mágico chamado “lucro, produtividade”.

     Inácio Dantas

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