domingo, 20 de março de 2011

Capital humano: o melhor investimento de uma empresa.





       O conceito de capital humano tem origem durante a década de 1950, nos estudos de Theodore W. Schultz, (1902 - 1998), que dividiu o prêmio Nobel de Economia de 1979 com SirArthur Lewis.  Capital humano = qualificações, habilidades, conhecimento & criatividade das pessoas. (Wikipédia)


     Enquanto demoram-se anos a fio para se preparar um bom piloto, um avião se constrói em alguns meses... Esse pode até ser um exemplo sofisticado, mas um bom torneiro-mecânico ou um bom programador também se demora meses para preparar, mas um torno-mecânico e um computador se produzem às pencas, diariamente... Sem dúvida, o capital humano é uma riqueza incalculável, um investimento que se faz hoje para colher-se retorno seguro em médio/longo prazo.
     Diante desse desafio, que é gerir as grandes e pesadas máquinas industriais, desenvolver softwares ou manejar equipamentos sofisticados, todo comandante deve estar atento às capacidades individuais. Investimentos vultosos em tecnologia de ponta, ampliação e modernização do parque industrial, renovação do ferramental, elevação dos níveis de produção e tudo o mais, pode ficar seriamente comprometido se ele se esquecer de inserir uma importante peça nesse conjunto: o elemento humano qualificado.
     Para operar esse complexo mundo de máquinas e equipamentos que brotam a todo o momento nas indústrias, no comércio, extração e serviços, há que se ter mão de obra qualificada afim de extrair-se o máximo das suas potencialidades, obtendo-se, assim, rendimento com excelência e a preço compatível. Não há como uma empresa tornar-se expoente, pujante, competitiva, mesmo com fantásticos investimentos tecnológicos, se não puder contar com os mais gabaritados profissionais operando seus equipamentos. É utopia pensar que se pode extrair de um computador todo o potencial que ele tem se o entregamos para um simples digitador manipulá-lo. Esse equipamento produz grande parte do seu poderio nas mãos de um programador hábil, especializado, bem treinado.
    Por analogia, assim também o será com todo o parque industrial, ou até mesmo nas máquinas e equipamentos de manuseio simples. Para cada qual ter-se-á um profissional treinado, que o conheça a fundo, em detalhes, como se fosse uma extensão das suas mãos e que, portanto, pode extrair o melhor. Esse profissional é um ativo intangível, capital humano, força de trabalho de excelência. Por conseguinte, é ele quem o comandante, sob os auspícios da empresa, deve preparar, investir, qualificar e tratar como um componente imprescindível, afinal, literalmente, ele é o maior investimento o da empresa.

    Geração “Y”. Quando falamos de Capital Humano imediatamente nos “logamos” com o universo jovem que aflui para o mercado de trabalho. O momento atual, para eles, é de relevância. E um espaço generoso é aberto pelas empresas à nova safra de “meninos da nova geração”. É a rotulada geração “Y” - pessoas nascidas após a década de 80. Essa nova força intelectual constituí-se num potencial de conhecimento, com uma visão além do horizonte trivial. Ela vem sendo requisitada por diversas corporações, sobretudo no campo da Tecnologia da Informação. Empresas globais como a Facebook, Yahoo, Apple, Microsoft, entre outras, investem pesado nesses profissionais e têm como retorno um serviço inovador, com faturamento e lucros orbitais. Essa relação “jovem profissional” e empresas, grandes, médias e pequenas, veio para ficar. Trata-se de um capital humano com uma nova ótica de trabalho e conceito de liderança. Com perfil dinâmico, garra, inventividade, recebem apoio gerencial e têm liberdade para pensar, criar, inventar, produzir. Mas, não se engane. Embora com mais flexibilidade para trabalhar, a produtividade é supervisionada, com metas a cumprir, algumas estipuladas até mesmo semanalmente. Conectados na área de trabalho, têm liberdade para interagir com outros colegas, buscando novas ideias e novas formas de fazer. Portanto, é um bom momento para aproveitar essa chance de se desenvolver, ampliar conhecimentos e breve tornar-se um líder “Y”. De alto impacto!

    Inácio Dantas

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Parceria, compartilhamento: excelentes alternativa para os negócios


     Não existe ser humano onipotente. No mundo moderno todos nós dependemos dos outros, e os outros dependem nós. Parceria é isso: compartilhar esforços para multiplicar resultados!

     No mundo atual de múltiplos e espinhosos desafios, trabalhar sozinho para alavancar os negócios – e a vida -, é uma tarefa árdua, difícil, quando não até impossível. Contabilizar o sucesso requer esforço, dedicação constante e incansável. Por isso, ninguém de bom senso deve se considerar superdotado e autossuficiente e desprezar ajuda. Dividir tarefas e responsabilidades, lançando mão da Parceria, é excelente alternativa para estruturar a vida corporativa e pessoal. Com a Parceria alivia-se o peso dos custos financeiros, economiza-se energia física e abrevia-se o tempo de execução. Ao final, com menor esforço e desgaste, todos partilham a frutificação dos lucros ou do bem-estar social.
     Parceria são forças individuais operando em conjunto. É como uma equipe de futebol, onde os onze jogadores têm de formar um time coeso e entrosado. Cada um divide-se em onze, e os onze multiplicam-se em um. O sucesso do todo será o sucesso do individual. Se um jogador não estiver coadunado com os propósitos do time o placar poderá ser adverso. Por isso, todos são importantes para o êxito, pois são membros de um mesmo corpo.
     Por analogia, assim também será em qualquer outro ramo de negócio ou da vida. É mundialmente conhecido, por exemplo, a parceria/compartilhamento de informações simultâneas entre as plataformas Twitter, Facebook, Orkut, etc. Essas empresas estão presentes no mundo, e suas ações na bolsa de valores ascenderam aos bilhões de dólares... Outros tipos de Parceria que podem ser rentáveis: franquias, fusão, pool de empresas, patrocínio de pesquisa e desenvolvimento, venda, co-produção, montagem, etc. Temos ainda, no Brasil, um exemplo também bastante positivo que são as PPP- Parcerias Público-Privada, que, como o próprio nome diz, é a parceria da administração pública com o setor privado. E isso ocorre, entre outras atividades, nos setores prisionais, autoestrada, energia elétrica, leitos hospitalares, etc.
    Seguindo essa ideia de comprovado sucesso, que tal uma Parceria com os seus funcionários? Avalie que, se eles dispersarem forças e ideias, agirem cada um por si e não comungarem esforços em prol do mesmo fim – vendas e lucros -, o resultado final poderá ser negativo. E aí a garantia dos empregos e da saúde financeira da empresa estará em risco. Portanto, converse com eles a respeito, de repente pode ser uma iniciativa de ótima receptividade. Fale sobre Parceria:
    -da sustentabilidade. Parceria para enfrentar as crises e sair delas mais forte do que entrou;   
    -da colaboração em troca da estabilidade no emprego; da boa produção em troca do bom salário; do aumento do lucro e a possibilidade de participação no PLR.-Participação nos Lucros e Resultados;
    -para, num momento de doença ou imprevisto familiar, ter um braço amigo para socorrê-los, e   
    -da estabilidade. Para fixar-se na empresa, na função, e pela troca do suor de hoje por uma boa aposentadoria amanhã.
     Essa Parceria deve ser ampla, irrestrita. Deve envolver desde um simples faxineiro, passando pelo líder até o diretor. Todos, unidos, vestindo a camisa da mesma equipe – a empresa - e sob o brasão do mesmo ideal. Todos em busca da produção e do crescimento contínuo e sustentado, imbuídos do desejo de edificar uma companhia sólida, de concretização de uma marca e em escrever uma história de sucesso coletivo e individual.

    Inácio Dantas


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quarta-feira, 16 de março de 2011

“Apagar Incêndio” - Resolvendo problemas no setor/empresa





4.5       “Apagando Incêndio”
    
    “Apagar incêndio” é uma expressão que usada para definir um momento crítico no setor, ou mesmo na empresa, quando algo importante e vital aconteceu ou está prestes a acontecer e uma ação rápida deve ser tomada para saná-lo ou evitá-lo.
     É diante de um desafio assim que o líder, chamado a operar “o milagre”, se destaca e se glorifica na função. Para isso, sua decisão deverá ser sábia e eficaz. E realizada numa fração de minuto, pois o tempo é o seu pior aliado. Quando as coisas parecem perdidas, e a providência tomada é a salvadora, é, positivamente, quando um líder se diferencia dos outros líderes das demais equipes.
     Queira-se ou não, infelizmente esses “incêndios” acontecem invariavelmente e muito pouco ou nada se pode fazer para evitá-los, apenas estar devidamente preparado para enfrentá-los e extingui-los com o menor dano e custo possível.
     Imagine-se, portanto, um líder diante de uma emergência de alta gravidade. A máquina produtiva não pode parar. Convocado pela diretoria para agir, a qual deposita total confiança e deixa sob sua tutela a solução, ele veste a farda da responsabilidade, convoca sua equipe e vai a campo. Nessa perspectiva, poderá defrontar-se com algo que já vivenciou ou algo inusitado e de máxima complexidade. Usando sua vivência e destreza para resolver problemas, como ele poderá contribuir e ser o “bombeiro” que apagará o “incêndio”?

4.5.1     Dez ações estratégicas para ser bem-sucedido
            (Avaliação, diagnóstico, decisão)
   
      I.Avaliação. Diante do problema o líder mantém-se calmo e tranquilo. Olhar atento, abre a mente, libera a inteligência e põe-se a avaliar as contingências. Doravante será ele, sua equipe e o “problema”;

      II.Diagnóstico. Prospecta o cerne do problema e assegura-se que não existem outros problemas periféricos. Avalia a extensão, abrangência, danos e gravidade. Observa todos os ângulos e detalhes possíveis procurando alguma similaridade com algo que já fez, participou ou viu fazer. Prudentemente, convoca os mais graduados da equipe para analisarem em conjunto. Não centraliza unicamente em si a análise do problema, afinal “várias cabeças pensam mais que uma”;

     III.detectado o epicentro dos estragos, ou o causador, concentra-se nele. Descarta tudo que é irrelevante ou não tem nexo causal. Fixa-se nas nuances que estão sob o seu olhar e faz um raio “x”. Se possível, divide o problema em sub-problemas e começa pela parte mais fácil;

    IV.Após a avaliação preliminar, prepara-se para avaliar a abrangência. Detalha e anota o que vê, sem ater-se ao superficial ou sem valor. Mira o âmago de cada sub-problema e conversa com os membros da equipe, trocando ideias e cotejando opiniões. Coloca as ideias que se coadunam com as suas numa mesma linha de raciocínio e forma uma opinião pontual;

     V.se for o caso, procura saber de onde surgiu o problema, o quê ou quem o causou, e se já existe orientação prévia (do fabricante, por exemplo) definida para a solução;

    VI.previdente, consulta manuais, plantas, croquis, mapas, prospectos, apostilas, livros ou até mesmo a Internet, fonte de preciosas informações; qualquer pequena ajuda poderá ser de grande valia;

   VII.caso seja algo extremamente grave e de alta complexidade, recorre a ajuda externa de especialistas, seja de outros departamentos ou até mesmo de outras empresas similares à sua;
    
  VIII.se for um produto, verifica a nota fiscal de compra e se há garantia do fabricante, troca ou devolução. Se oportuno, transfere para o suporte da fábrica o ônus do conserto;

    IX.caso seja algo “fora de linha”, sem garantias, importado ou sem peças ou componentes originais de reposição, aciona empresas de assistência técnica especializada. Evita abrir, testar ou mexer no produto, pois embora possa solucionar, pode danificar ainda mais;

   X.Decisão. Finalmente, se entende que conseguiu detectar as causas do problema, tem condições (peças, ferramentas e mão-de-obra), parte para a decisão: “apagar o incêndio”. Antes, porém, não informa a diretoria a solução sem plena convicção. Deve fazê-lo após uma reunião e um feedback da equipe. É fundamental, nesses casos, que a concordância e o senso coletivo esteja sempre uníssono e consistente.

     Inácio Dantas

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terça-feira, 15 de março de 2011

Curva “ABC” de produtos - Teoria de Pareto




     Se seus negócios não andam bem, você deve tomar ‘a frente’ enquanto ainda há tempo. Sentir o vendaval soprar e não recolher as velas, é deixar o barco naufragar sem tentar salvá-lo.

   Segundo um teorema desenvolvido pelo economista Vilfredo Pareto (Itália, século XIX), também conhecido como princípio 80-20, afirma que, para muitos fenômenos, 80% das consequências advêm de 20% das causas. Por exemplo, ele descobriu, em uma pesquisa do Século XIX, que 80% da renda, na Inglaterra, ia para 20% da população.
      Lastreado nesse teorema, criou-se a Curva “ABC” de produtos e mercadorias. Seu uso, atualmente, é bastante difundido para o gerenciamento de estoques, definição de políticas de compras e vendas, estabelecimento de prioridades, programação de produção, serviços, etc. Com essa ferramenta permite-se identificar aqueles itens que encontram-se foram de foco dos negócios e que justificam atenção e tratamentos especiais. É inegável que manter um bom gerenciamento de estoques pode tornar a empresa mais estruturada, competitiva, rentável; e a Curva ABC, bem controlada, propicia esse bom resultado, notadamente na demanda nas seguintes áreas:

     *Giro no estoque (ou Rotatividade no Estoque);
     *Proporção sobre o faturamento no período;
     *Melhoria da margem de lucro;

                      
     1.Classificação dos Produtos da Tabela:

     Classe A: Produtos de maior importância, valor ou quantidade, correspondendo em média a 20% do total (podem ser itens do estoque com uma demanda de 65% num dado período). Normalmente são os de menor quantidade consumida e maior valor unitário;

     Classe B: Produtos com importância, quantidade ou valor intermediário, correspondendo a 30% do total (podem ser itens do estoque com uma demanda de 25% num dado período). Geralmente são os intermediários das classes A e B.

     Classe C: Produtos de menor importância, valor ou quantidade, correspondendo a 50% do total (podem ser itens do estoque com uma demanda de 10% num dado período). Essa classe é constituída dos itens de maior quantidade e menor valor unitário e representa o menor valor percentual sobre o total.

     Obs. *Com o estudo das classes dos produtos, permite-se separar o essencial do secundário;
             *Os parâmetros acima não são uma regra matematicamente fixa, pois podem variar de organização para organização de acordo com o tipo de produto e a demanda;
             *O resultado útil desta técnica é a otimização da aplicação dos recursos financeiros ou materiais, evitando desperdícios, faltas, sobras excessivas ou aquisições indevidas. Com isso favorece-se o aumento da margem de lucratividade.

        2.Ex. didático:
      


         Diante desse resultado, pode-se implementar, por exemplo, as seguintes estratégias para os      produtos Classe “A”, onde 17% dos itens vendidos representam 65,54% do faturamento:
  • Fidelizar os clientes consumidores através de brindes, promoções, descontos, etc.
  • Em circunstância alguma deixar faltar produtos nas prateleiras;
  • Em caso de necessidade de instalação de câmeras de vigilância, dar prioridade à área de estocagem desses produtos;
  • Efetuar um trabalho de marketing visando aumentar e reter um maior número de clientes para nesse setor;
  • Como há uma forte concentração financeira nessa Classe, é possível ainda:
-renegociar preços e prazos de pagamento – aumento do tempo ou parcelamento de faturas;
-efetuar “pedidos de compras” com entregas programadas, repondo os produtos na mesma velocidade do “giro de estoques”;
  • Etc.
        Inácio Dantas

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    segunda-feira, 14 de março de 2011

    Cansaço, Fadiga? Estresse? Lidere com o corpo e o ânimo renovado!

         Todos nós somos dotados de recursos próprios para enfrentar infortúnios. Cada qual, a seu modo, deve lutar usando sua força e perspicácia. O importante é mostrar ao mundo que é feito de uma fibra que se verga, mas não quebra! 

        Liderar equipes, onde o desgaste físico e mental é acentuado, é recomendável ao profissional refrear o pique e precaver-se contra a fadiga e o estresse. Responsabilidades, compromissos, ritmo de trabalho intenso, e situações onde, às vezes. tem de liderar e executar simultaneamente para dar conta das atribuições, ocorre uma sobreposição de tarefas e, ao dar por si, já está acometido desses males.
        Então, se você se enquadra nesse perfil, é daqueles que “não tem medo do trabalho”, traz a palavra “responsabilidade” gravada como uma lei a ser seguida, então só há uma coisa a fazer antes que seja tarde: desacelerar. Isso mesmo, pise no freio e controle a velocidade do corpo na execução dos trabalhos. O ritmo moderado entre esforço e ação é uma forma de conduzir-se ileso. De forma tranquila, com bom senso e sem prejudicar a excelência dos trabalhos. Exceder-se nas atividades laborais, esquecendo-se que o descanso é um contraponto para recompor as energias, pode ser danoso para a sua saúde. Avalie que a empresa o quer no auge da produtividade, esbanjando força, vitalidade. Se acaso adoecer você para - e a empresa continua sem você. Então o que fazer?
         Tenha sempre alguém, um profissional (sub-líder) capacitado que possa ser seu braço direito. Isso é atinente ao líder. Se não tiver, comece a prepará-lo. Você ainda vai precisar de um. Mantenha-o sempre inteirado dos serviços, ajudando-o, em stand-by, pronto para exercer a liderança se necessário. Quando o termômetro da carga de trabalho atingir o vermelho, e você sentir a pressão, acenda a luz de emergência e ponha esse profissional em campo. Não queira ser um candidato a herói, alguém que tudo faz e tudo resolve de forma monogâmica. Lembre-se do risco da fadiga e do estresse. Nesses momentos transfira as ações para o seu pupilo. Afaste-se dos holofotes e fique nos bastidores apenas orientando-o como, o quê, e quando fazer. Acompanhe o desenrolar dos trabalhos, mas com um envolvimento sutil; deixe-o assumir a intensidade das ações. Com isso irá se desgastar menos e descansar mais. Como resultado você ganhará um hiato de tempo para reverdecer as forças, recompor o equilíbrio e preparar-se para novos voos. Quem sabe até para um movimento para cima ou mesmo lateral na carreira. O importante é a descompressão para reavivar o ânimo. Aliás, ânimo é o que mais se necessita, pois é uma força que gera positividade e irradia entre os componentes da equipe, a qual, certamente, traz ótimos resultados numéricos na escala da produção.
        Lidere com a mente e o corpo saudável. Divida atribuições, multiplique resultados. Para a empresa, lucros e solidificação da marca; para você e seus liderados, prosperidade e bem-estar.

        Inácio Dantas 


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    sábado, 12 de março de 2011

    Líder e equipe: doze sugestões para bons resultados


         
    1-Uma equipe deve somar energias, independente da força de cada um. Deve ser igual, feita por pessoas desiguais. O líder é o eixo para carrear as energias, manter a igualdade e gerar produtividade qualificada.

    2-Assunto prioritário, não mande recado. Líder deve falar diretamente ao executor em alto e bom som. Logo, se você tem um serviçal, dá uma ordem de execução de um trabalho e ele o repassa para outro executar, sinceramente, esse serviçal para lhe servir não serve...

    3-Uma equipe pode até vencer com um líder leniente, mas será derrotada se o líder permitir a leniência!

    4-Os componentes da sua equipe são como os dedos da mão. Você precisa de todos eles, individualmente ou em conjunto. Cada qual tem uma força e função específica, mas todos se completam. Logo, mãos saudáveis, que é uma equipe agregada e coesa, é sinal de um corpo também saudável (empresa), forte, produtivo, rentável.

    5-Time de futebol que quer ser campeão não tem atletas “perna-de-pau”. Logo, uma equipe não será altamente competente até que, individualmente, todos os componentes o sejam!

    6-Num debate com um liderado, se tiver razão, acalme-se e faça-se ouvir educadamente. Se enervar-se, e tiver que discutir, sua razão transfere-a ao outro.

    7-Comandante que escolhe os melhores profissionais para formar o seu time dá o primeiro lance para memoráveis vitórias!

    8-Atenção: uma equipe de aprendizes comandada por um profissional é mais eficiente que uma equipe de profissionais comandada por um aprendiz.

    9-Uma equipe que dá ideias, dicas e sugestões para melhor performance dos trabalhos, e o líder ouve e acata, é uma equipe com dupla chance de sucesso.

    10-Se a sua equipe tem funcionários novatos, cuidado: quanto mais longa é a inexperiência mais curta é a habilidade...

    11-Não desdenhe nem menospreze funcionários humildes da sua equipe. Fique atento, pois há empregados surpreendentes: embora de poucos estudos, capazes de ideias geniais!

    12-Mantenha-se atento com as despesas na empresa, elas são como redes no mar: prendem os pequenos peixes, mas os grandes atravessam-nas...

         Inácio Dantas
         Do livro © “Motivado para o Sucesso”


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    sexta-feira, 11 de março de 2011

    Vinte e dois mandamentos de um líder, gestor ou comandante.

     



        Ao dar um serviço para ser feito, explique-o como fazer. Jamais ‘jogue-o’ nas mãos do executor, deixando-o à própria sorte, pois além do risco de boicote o serviço poderá ser feito errado.


       No curso das suas atribuições diárias acumulam-se os afazeres - agenda, reuniões, imprevistos de última hora – que, às vezes, você se esquece de refletir sobre como bem tratar seus liderados. E, nessas vezes, ao se dirigir a eles, imperceptivelmente acaba por se expressar mal, dizendo o que não deveria, perdendo a fleuma e revelando ser quem não é.
       Para que você possa refletir melhor nos momentos agudos, quando tem de tomar atitudes “não simpáticas”, elencamos algumas dicas a observar: 
      
    1-Não mantenha na sua equipe funcionário mau-caráter, indisciplinado ou desagregador. Lembre-se, uma “laranja podre contamina a caixa inteira”.

    2-Jamais ofenda um funcionário em público. Você demonstra autoridade, mas perde o respeito do ofendido e tem seu gesto repudiado pelos demais.

    3-Evite envolver-se passionalmente com algum funcionário da sua equipe. Além dos aspectos legais (CLT) você terá alguém que pode se sentir privilegiado e lhe criar embaraços.

    4-Evite proteger ou dar regalias a um funcionário ineficiente. Você perde com a improdutividade deste e desincentiva os que produzem.

    5-Não privilegie um funcionário em detrimento a outro. Trate-os igualmente. Eles percebem essa distinção no trato, a qual pode influenciar no ritmo e na qualidade do trabalho.

    6-Evite manter na equipe pessoas despreparadas ou incultas. Se você quer grandes trabalhos acerque-se de grandes inteligências.

    7-Treine os membros da sua equipe. Una-os e promova cursos e palestras. Mantenha-os “nos trinques”, atualizados com a tecnologia moderna. Uma equipe unida e bem treinada será uma equipe vencedora.

    8-Jamais puna um funcionário por uma irregularidade, fruto de um boato, ilação ou suposição. Antes, analise criteriosamente os fatos para decidir com justeza e correção.

    9-Evite comentários depreciativos de um funcionário para outro. Breve, todo o setor estará sabendo. A “rádio-peão” é ágil e infalível...

    10-Não tenha a presunção de que é o maior, o melhor, o infalível. O presunçoso que se julga invencível acaba sendo derrotado por sua própria presunção.

    11-Evite demitir um profissional que aparentemente não se adaptou na função. Dê-lhe uma segunda chance. Transfira-o de função, horário, setor. Há casos de um funcionário péssimo em uma função e excelente em outra.

    12-Exerça o comando como deve ser um líder: calmo, sereno, tranquilo. Não o faça sob o império do medo, “pressão” ou ameaças. Não menospreze ou ofenda moralmente um funcionário. Valorize-o e ele será leal; enalteça-o e ele será seu aliado.

    13-Ao determinar um trabalho para um profissional hábil, não aceite o serviço pronto tipo “mais ou menos”, ou “quebra-galho”... Exija qualidade, de ótimo para cima.

    14-Tenha sensibilidade no trato com funcionários de minorias étnicas, homossexuais, diferenças de religião, etc. Não caia no erro de fazer ironias ou desprezá-los. Antes, trate-os de igual para igual como pessoa e profissionalmente, respeitando suas opções e desigualdades.

    15-Escolha um sub-líder na sua equipe, alguém responsável, capaz, de sua plena confiança. Prepare-o para que ele possa substituí-lo numa eventual ausência, ou mesmo para ser também um futuro líder.

    16-Não misture negócios e amizade dentro da empresa no horário de trabalho. O lado profissional deve sempre se sobrepor ao particular. Não dissociar esse fato pode fazê-lo perder a voz da liderança.

    17-Seja firme no comando e faça ver essa firmeza. Ao demonstrar fraqueza os outros se fortalecem e detêm o controle da situação.

    18-Se você é bacharel ou doutor, diante dos mais simples dispa a toga da superioridade e nivele-se a eles quando o momento assim exigir. Tenha-os ao seu lado, e não dispersos, rivalizando suas ideias e contestando suas ordens.

    19-Assim como você repreende um subalterno, de repente pode ser repreendido por um superior. Mantenha, sempre, a calma e o equilíbrio.

    20-Não entre em sua sala ou setor e refestele-se em sua cadeira vendo o “tempo passar”, deixando suas atribuições para outro. Você é a autoridade e sua liderança é vital. A inércia nada produz e pode prejudicar o que for produzido.

    21-Mantenha sempre um “canal aberto” com os líderes de outras equipes. Troque opiniões, ideias e sugestões sobre desenvolvimento de novas tecnologias, estratégias de compras e vendas, administração, etc;

    22-Promova cursos e treinamentos aos seus funcionários que atendem o público. Funcionário bem treinado aumenta o movimento. O respeito e o sorriso são um excelente “cartão de boas vindas”. Bons funcionários e clientes satisfeitos sãob seu maior patrimônio!  

           Inácio Dantas

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    Líder e liderados: seja pelo debate, não pelo embate.





         Ao orientar um funcionário para realizar uma tarefa, procure falar ‘olhos nos olhos’. Não fale olhando para o céu, para os lados, para o chão, displicentemente, pois sua orientação poderá perder-se no vácuo e não ser compreendida.


         Ao dialogar com os seus liderados não radicalize o debate; aliás, seja democrático, afinal o diálogo é o exercício da mente civilizada. Fale, ouça, pondere. Seja receptivo quando as ideias ventiladas tiverem conteúdo; refute-as polidamente quando inócuas.
         Sempre que dialogar, cuidado com o que diz e como diz, principalmente ao sexo oposto e pessoas com discernimento restrito. Seja num papo formal, ou informal, se você se expressar mal, ou se for mal compreendido, repercussões negativas podem advir e macular sua imagem. Insolências, frases capciosas, piadas fora de hora devem ser evitadas. Em momentos tensos, “pegue leve”, palavras duras podem suscitar acirramentos. Use termos que desarmem os espíritos. Já em momentos descontraídos, fale “leve e solto”. E se você contar piadas, tenha em mente que nem sempre quando eles riem é porque teve graça; muitas vezes é somente para agradá-lo...
         Não seja prolixo, nem fale pelos “cotovelos”. Quando alguém fala sem parar sobre todos os assuntos acaba por dizer pouco do que sabe e muito do que desconhece. Mas também não entre mudo e saia calado... Meça o que disser pelo tamanho do assunto. Você é avaliado tanto pelo que diz quanto pelo silêncio. Seja prático, direto, objetivo. Vá ao cerne da questão sem rodeios ou digressões. Não queira mostrar-se um filósofo, às vezes de assuntos banais. Quantos bons líderes veem-se com problemas por não concatenar pensamento e fala, verbalizando o secundário e se esquecendo do principal.
        Liderar profissionais não é liderar tropas, quando é preciso gritar para ser obedecido. Fale sem alternância ríspida de voz, educadamente. Suas ações, seu comando, suas ordens, tudo é milimetricamente filtrado pelos funcionários. E você pensa que entre eles não comentam sua postura? Não tenha dúvidas que sim. Às suas costas, ou elogiam ou repudiam. É prudente, pois, vez por outra, captar a opinião do grupo com relação à sua performance. Ouça, avalie e corrija-se no que não estiver em bom-tom.
         Debater assuntos que são afetos ao trabalho e à equipe é função do líder; quando urgentes, não devem ser procrastinados sob pena de prejuízos imprevisíveis. Domar os nervos, ter paz interior, serenidade no semblante e olhar diretamente para o grupo, é receita infalível para que o debate não se transforme em embate. E se houver contestações, não se esqueça que a tolerância é um recurso prudente e bem-vindo.
         O diálogo é, e sempre será, a engrenagem central para a boa inter-relação. Entender, e ser entendido, é um giro nessa engrenagem rumo à amistosidade e à boa produção. Para isso, é recomendável ao líder participar de cursos, palestras, workshops; também participar de redes sociais na internet, etc. Com essas ações, amplia-se a eloquência e com ela flui mais desenvoltamente a comunicação.
         Por fim, é extremamente importante deixar sempre a porta do diálogo franqueada para os seus funcionários, porque ao fazê-lo você estará melhorando para eles e, ao mesmo tempo, melhorando para si próprio.

        Inácio Dantas

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    quinta-feira, 10 de março de 2011

    “Giro dos Estoques” (ou “Rotatividade dos Estoques”)




         Declínio das vendas? Reative-as. Dê um plus nos seus negócios. Faça promoções, ofertas, reduza a margem operacional e ‘ponha para fora’ a mercadoria. É preferível ‘girar’ várias vezes os produtos com lucro menor do que deixá-los na prateleira.


         1.Definição

         “Giro de Estoque” (GE) ou “Rotatividade dos Estoques”, é o número (velocidade) de vezes que um produto ou mercadoria é reposto nas prateleiras de um estabelecimento durante um período de tempo, no decorrer de um ano. Quanto maior for o GE maior será, certamente, o volume de vendas e a margem de lucratividade.

         1.1. Para determinar-se o GE, quando se tem um controle físico das mercadorias, aplica-se a fórmula:
         
          GE =  Estoque Inicial + Compras – Estoque Final
                                 Estoque (Médio)

          Estoque (Médio) = (Estoque Inicial + Estoque Final) / 2
                              Ou = (Soma dos Estoques mensais) / 12

          *Exemplo prático (didático):

         Uma loja de calçados comprou durante o ano 2750 pares de sapatos masculinos de vários modelos. Iniciou o ano com um estoque de 180 pares e no final do ano tinha 150. Seu estoque médio mensal foi de 160 pares. Qual o “Giro de Estoque” (GE)? Qual o tempo médio em que esse estoque “girou”?

         Cálculo:

           GE = 180 + 2750 – 150   =           2780     =  17,37 giros                                  
    160                                                                  160   

           Tempo Médio (TM)    =            365 dias    =  21 dias
                                                           17,37 Giros
         
         Resp. A loja de calçados “girou” seu estoque em média 17 vezes ao ano, e o fez a cada 21 dias.

         1.2. O GE também pode ser extraído das contas contábeis, através do Balancete, do Balanço ou mesmo da Demonstração de Resultado do Exercício.
         Há duas fórmulas para calcular-se:

         Fórmula 1
           
         GE = Estoque (Médio) x 360
                               CMV

         Obs. *O Estoque (Médio) pode ser obtidos pela soma do Estoque no início do ano, mais o Estoque no fim do ano, dividido por 2;
                  *Nessa Fórmula, o GE representa o tempo demandado para “girar” os estoques
            *O CMV (Custo das Mercadorias Vendidas) é obtido: CMV=Estoque Inicial + Compras de Mercadorias(Produtos) – Estoque Final


         Fórmula 2

         GE = CMV (Custo das Mercadorias Vendidas)
                                Estoque (Médio)

         Obs. Nessa fórmula o GE representa a quantidade de “giros” do estoque

         Exemplo prático (didático) de uma empresa que tem um grande número de itens à venda:

         Uma loja de materiais para construção, (que faz “inventário” anual), comprou durante o ano R$ 590.000,00 em mercadorias. Iniciou o ano com um estoque de R$ 70.000,00 e terminou o ano com um estoque de R$ 80.000,00. Qual o “Giro de Estoque”(GE)? Qual o tempo médio que esse estoque “girou”?

         Estoque(médio) = (70.000,00 + 80.000,00) / 2    =   75.000,00

         GE = 70.000,00 + 590.000,00 – 80.000,00   =          580.000,00  = 7,73 giros
                                  75.000,00                                      75.000,00
     
        Tempo Médio (TM)    =   _365 dias_  =  47 dias
                                                  7,73 giros

            Resp. A loja de materiais “girou” seu estoque em média 8 vezes ao ano, e o fez a cada 47 dias.
         Obs.*O “giro” de 7,73 refere-se a uma média do estoque como um todo. Ressalte-se que produtos diferentes possuem “giros” diferentes. No nosso exemplo, todos os produtos (mix) estão aglutinados numa mesma medida;
                 *Para saber se o GE da loja de materiais para construção está baixo ou alto, comparar com a média de outras empresas do mesmo ramo de atividade.

         1.3. A utilização dos preços dos produtos. para valoração dos estoques, tem seus métodos de cálculo, mais utilizados:

                 -PEPS (Primeiro que “entra”, primeiro que “sai”)
                 -UEPS (Último que “entra”, primeiro que “sai”)
                 -Preço médio ponderado
          
        Obs. Verificar a Legislação Federal a respeito dos métodos permitidos.


         2.Considerações importantes:

         Com o baixo índice de inflação (e até casos de deflação em alguns setores) e a boa oferta da produção, é financeiramente inviável manter altos estoques. Com a moeda estável, é pouco ou quase nenhum o ganho pela variação dos preços das mercadorias estocadas. E, por outro lado, o custo (aluguel, armazenagem, seguro, logística, etc) para manter esses estoques de repente pode superar o “ganho” eventual.
         Assim, uma alternativa inteligente para incrementar os lucros é obter um alto giro dos estoques, ou seja, num estabelecimento comercial repor os estoques na “velocidade” das vendas. Nada de grandes estoques*, para longo prazo, correndo o risco de danos, roubos, perecimento ou vencimento das validades. Há que se pensar, também, do impacto nas finanças, pois a duplicata do fornecedor vencerá e a mercadoria poderá ainda estar dentro das caixas.    
         Portanto, “gire” seus estoques. “Ponha a mercadoria para fora”. Várias vezes num dia, numa semana, num mês. Faça liquidações, “promoção relâmpago” se possível, quando perceber que a mercadoria “encalhou” e está próximo o vencimento da validade.

    *Estoque reduzido:
      Um dos princípio básicos do Toyotismo (Japão). Inclui-se ainda o “rígido controle de qualidade dos “ (Revista Administradores No. 4)

           Inácio Dantas

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          http://inaciodantas.blogspot.com/2010/09/honestidade-humildade-fidelidade.html 

    Leia e aprenda mais sobre esse e outros métodos no livro "Análise das Demonstrações Contábeis".
    Aqui:
    https://agbook.com.br/book/262068--Analise_das_Demonstracoes_Contabeis