terça-feira, 15 de março de 2011

Curva “ABC” de produtos - Teoria de Pareto




     Se seus negócios não andam bem, você deve tomar ‘a frente’ enquanto ainda há tempo. Sentir o vendaval soprar e não recolher as velas, é deixar o barco naufragar sem tentar salvá-lo.

   Segundo um teorema desenvolvido pelo economista Vilfredo Pareto (Itália, século XIX), também conhecido como princípio 80-20, afirma que, para muitos fenômenos, 80% das consequências advêm de 20% das causas. Por exemplo, ele descobriu, em uma pesquisa do Século XIX, que 80% da renda, na Inglaterra, ia para 20% da população.
      Lastreado nesse teorema, criou-se a Curva “ABC” de produtos e mercadorias. Seu uso, atualmente, é bastante difundido para o gerenciamento de estoques, definição de políticas de compras e vendas, estabelecimento de prioridades, programação de produção, serviços, etc. Com essa ferramenta permite-se identificar aqueles itens que encontram-se foram de foco dos negócios e que justificam atenção e tratamentos especiais. É inegável que manter um bom gerenciamento de estoques pode tornar a empresa mais estruturada, competitiva, rentável; e a Curva ABC, bem controlada, propicia esse bom resultado, notadamente na demanda nas seguintes áreas:

     *Giro no estoque (ou Rotatividade no Estoque);
     *Proporção sobre o faturamento no período;
     *Melhoria da margem de lucro;

                      
     1.Classificação dos Produtos da Tabela:

     Classe A: Produtos de maior importância, valor ou quantidade, correspondendo em média a 20% do total (podem ser itens do estoque com uma demanda de 65% num dado período). Normalmente são os de menor quantidade consumida e maior valor unitário;

     Classe B: Produtos com importância, quantidade ou valor intermediário, correspondendo a 30% do total (podem ser itens do estoque com uma demanda de 25% num dado período). Geralmente são os intermediários das classes A e B.

     Classe C: Produtos de menor importância, valor ou quantidade, correspondendo a 50% do total (podem ser itens do estoque com uma demanda de 10% num dado período). Essa classe é constituída dos itens de maior quantidade e menor valor unitário e representa o menor valor percentual sobre o total.

     Obs. *Com o estudo das classes dos produtos, permite-se separar o essencial do secundário;
             *Os parâmetros acima não são uma regra matematicamente fixa, pois podem variar de organização para organização de acordo com o tipo de produto e a demanda;
             *O resultado útil desta técnica é a otimização da aplicação dos recursos financeiros ou materiais, evitando desperdícios, faltas, sobras excessivas ou aquisições indevidas. Com isso favorece-se o aumento da margem de lucratividade.

        2.Ex. didático:
      


         Diante desse resultado, pode-se implementar, por exemplo, as seguintes estratégias para os      produtos Classe “A”, onde 17% dos itens vendidos representam 65,54% do faturamento:
  • Fidelizar os clientes consumidores através de brindes, promoções, descontos, etc.
  • Em circunstância alguma deixar faltar produtos nas prateleiras;
  • Em caso de necessidade de instalação de câmeras de vigilância, dar prioridade à área de estocagem desses produtos;
  • Efetuar um trabalho de marketing visando aumentar e reter um maior número de clientes para nesse setor;
  • Como há uma forte concentração financeira nessa Classe, é possível ainda:
-renegociar preços e prazos de pagamento – aumento do tempo ou parcelamento de faturas;
-efetuar “pedidos de compras” com entregas programadas, repondo os produtos na mesma velocidade do “giro de estoques”;
  • Etc.
        Inácio Dantas

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    segunda-feira, 14 de março de 2011

    Cansaço, Fadiga? Estresse? Lidere com o corpo e o ânimo renovado!

         Todos nós somos dotados de recursos próprios para enfrentar infortúnios. Cada qual, a seu modo, deve lutar usando sua força e perspicácia. O importante é mostrar ao mundo que é feito de uma fibra que se verga, mas não quebra! 

        Liderar equipes, onde o desgaste físico e mental é acentuado, é recomendável ao profissional refrear o pique e precaver-se contra a fadiga e o estresse. Responsabilidades, compromissos, ritmo de trabalho intenso, e situações onde, às vezes. tem de liderar e executar simultaneamente para dar conta das atribuições, ocorre uma sobreposição de tarefas e, ao dar por si, já está acometido desses males.
        Então, se você se enquadra nesse perfil, é daqueles que “não tem medo do trabalho”, traz a palavra “responsabilidade” gravada como uma lei a ser seguida, então só há uma coisa a fazer antes que seja tarde: desacelerar. Isso mesmo, pise no freio e controle a velocidade do corpo na execução dos trabalhos. O ritmo moderado entre esforço e ação é uma forma de conduzir-se ileso. De forma tranquila, com bom senso e sem prejudicar a excelência dos trabalhos. Exceder-se nas atividades laborais, esquecendo-se que o descanso é um contraponto para recompor as energias, pode ser danoso para a sua saúde. Avalie que a empresa o quer no auge da produtividade, esbanjando força, vitalidade. Se acaso adoecer você para - e a empresa continua sem você. Então o que fazer?
         Tenha sempre alguém, um profissional (sub-líder) capacitado que possa ser seu braço direito. Isso é atinente ao líder. Se não tiver, comece a prepará-lo. Você ainda vai precisar de um. Mantenha-o sempre inteirado dos serviços, ajudando-o, em stand-by, pronto para exercer a liderança se necessário. Quando o termômetro da carga de trabalho atingir o vermelho, e você sentir a pressão, acenda a luz de emergência e ponha esse profissional em campo. Não queira ser um candidato a herói, alguém que tudo faz e tudo resolve de forma monogâmica. Lembre-se do risco da fadiga e do estresse. Nesses momentos transfira as ações para o seu pupilo. Afaste-se dos holofotes e fique nos bastidores apenas orientando-o como, o quê, e quando fazer. Acompanhe o desenrolar dos trabalhos, mas com um envolvimento sutil; deixe-o assumir a intensidade das ações. Com isso irá se desgastar menos e descansar mais. Como resultado você ganhará um hiato de tempo para reverdecer as forças, recompor o equilíbrio e preparar-se para novos voos. Quem sabe até para um movimento para cima ou mesmo lateral na carreira. O importante é a descompressão para reavivar o ânimo. Aliás, ânimo é o que mais se necessita, pois é uma força que gera positividade e irradia entre os componentes da equipe, a qual, certamente, traz ótimos resultados numéricos na escala da produção.
        Lidere com a mente e o corpo saudável. Divida atribuições, multiplique resultados. Para a empresa, lucros e solidificação da marca; para você e seus liderados, prosperidade e bem-estar.

        Inácio Dantas 


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    sábado, 12 de março de 2011

    Líder e equipe: doze sugestões para bons resultados


         
    1-Uma equipe deve somar energias, independente da força de cada um. Deve ser igual, feita por pessoas desiguais. O líder é o eixo para carrear as energias, manter a igualdade e gerar produtividade qualificada.

    2-Assunto prioritário, não mande recado. Líder deve falar diretamente ao executor em alto e bom som. Logo, se você tem um serviçal, dá uma ordem de execução de um trabalho e ele o repassa para outro executar, sinceramente, esse serviçal para lhe servir não serve...

    3-Uma equipe pode até vencer com um líder leniente, mas será derrotada se o líder permitir a leniência!

    4-Os componentes da sua equipe são como os dedos da mão. Você precisa de todos eles, individualmente ou em conjunto. Cada qual tem uma força e função específica, mas todos se completam. Logo, mãos saudáveis, que é uma equipe agregada e coesa, é sinal de um corpo também saudável (empresa), forte, produtivo, rentável.

    5-Time de futebol que quer ser campeão não tem atletas “perna-de-pau”. Logo, uma equipe não será altamente competente até que, individualmente, todos os componentes o sejam!

    6-Num debate com um liderado, se tiver razão, acalme-se e faça-se ouvir educadamente. Se enervar-se, e tiver que discutir, sua razão transfere-a ao outro.

    7-Comandante que escolhe os melhores profissionais para formar o seu time dá o primeiro lance para memoráveis vitórias!

    8-Atenção: uma equipe de aprendizes comandada por um profissional é mais eficiente que uma equipe de profissionais comandada por um aprendiz.

    9-Uma equipe que dá ideias, dicas e sugestões para melhor performance dos trabalhos, e o líder ouve e acata, é uma equipe com dupla chance de sucesso.

    10-Se a sua equipe tem funcionários novatos, cuidado: quanto mais longa é a inexperiência mais curta é a habilidade...

    11-Não desdenhe nem menospreze funcionários humildes da sua equipe. Fique atento, pois há empregados surpreendentes: embora de poucos estudos, capazes de ideias geniais!

    12-Mantenha-se atento com as despesas na empresa, elas são como redes no mar: prendem os pequenos peixes, mas os grandes atravessam-nas...

         Inácio Dantas
         Do livro © “Motivado para o Sucesso”


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    sexta-feira, 11 de março de 2011

    Vinte e dois mandamentos de um líder, gestor ou comandante.

     



        Ao dar um serviço para ser feito, explique-o como fazer. Jamais ‘jogue-o’ nas mãos do executor, deixando-o à própria sorte, pois além do risco de boicote o serviço poderá ser feito errado.


       No curso das suas atribuições diárias acumulam-se os afazeres - agenda, reuniões, imprevistos de última hora – que, às vezes, você se esquece de refletir sobre como bem tratar seus liderados. E, nessas vezes, ao se dirigir a eles, imperceptivelmente acaba por se expressar mal, dizendo o que não deveria, perdendo a fleuma e revelando ser quem não é.
       Para que você possa refletir melhor nos momentos agudos, quando tem de tomar atitudes “não simpáticas”, elencamos algumas dicas a observar: 
      
    1-Não mantenha na sua equipe funcionário mau-caráter, indisciplinado ou desagregador. Lembre-se, uma “laranja podre contamina a caixa inteira”.

    2-Jamais ofenda um funcionário em público. Você demonstra autoridade, mas perde o respeito do ofendido e tem seu gesto repudiado pelos demais.

    3-Evite envolver-se passionalmente com algum funcionário da sua equipe. Além dos aspectos legais (CLT) você terá alguém que pode se sentir privilegiado e lhe criar embaraços.

    4-Evite proteger ou dar regalias a um funcionário ineficiente. Você perde com a improdutividade deste e desincentiva os que produzem.

    5-Não privilegie um funcionário em detrimento a outro. Trate-os igualmente. Eles percebem essa distinção no trato, a qual pode influenciar no ritmo e na qualidade do trabalho.

    6-Evite manter na equipe pessoas despreparadas ou incultas. Se você quer grandes trabalhos acerque-se de grandes inteligências.

    7-Treine os membros da sua equipe. Una-os e promova cursos e palestras. Mantenha-os “nos trinques”, atualizados com a tecnologia moderna. Uma equipe unida e bem treinada será uma equipe vencedora.

    8-Jamais puna um funcionário por uma irregularidade, fruto de um boato, ilação ou suposição. Antes, analise criteriosamente os fatos para decidir com justeza e correção.

    9-Evite comentários depreciativos de um funcionário para outro. Breve, todo o setor estará sabendo. A “rádio-peão” é ágil e infalível...

    10-Não tenha a presunção de que é o maior, o melhor, o infalível. O presunçoso que se julga invencível acaba sendo derrotado por sua própria presunção.

    11-Evite demitir um profissional que aparentemente não se adaptou na função. Dê-lhe uma segunda chance. Transfira-o de função, horário, setor. Há casos de um funcionário péssimo em uma função e excelente em outra.

    12-Exerça o comando como deve ser um líder: calmo, sereno, tranquilo. Não o faça sob o império do medo, “pressão” ou ameaças. Não menospreze ou ofenda moralmente um funcionário. Valorize-o e ele será leal; enalteça-o e ele será seu aliado.

    13-Ao determinar um trabalho para um profissional hábil, não aceite o serviço pronto tipo “mais ou menos”, ou “quebra-galho”... Exija qualidade, de ótimo para cima.

    14-Tenha sensibilidade no trato com funcionários de minorias étnicas, homossexuais, diferenças de religião, etc. Não caia no erro de fazer ironias ou desprezá-los. Antes, trate-os de igual para igual como pessoa e profissionalmente, respeitando suas opções e desigualdades.

    15-Escolha um sub-líder na sua equipe, alguém responsável, capaz, de sua plena confiança. Prepare-o para que ele possa substituí-lo numa eventual ausência, ou mesmo para ser também um futuro líder.

    16-Não misture negócios e amizade dentro da empresa no horário de trabalho. O lado profissional deve sempre se sobrepor ao particular. Não dissociar esse fato pode fazê-lo perder a voz da liderança.

    17-Seja firme no comando e faça ver essa firmeza. Ao demonstrar fraqueza os outros se fortalecem e detêm o controle da situação.

    18-Se você é bacharel ou doutor, diante dos mais simples dispa a toga da superioridade e nivele-se a eles quando o momento assim exigir. Tenha-os ao seu lado, e não dispersos, rivalizando suas ideias e contestando suas ordens.

    19-Assim como você repreende um subalterno, de repente pode ser repreendido por um superior. Mantenha, sempre, a calma e o equilíbrio.

    20-Não entre em sua sala ou setor e refestele-se em sua cadeira vendo o “tempo passar”, deixando suas atribuições para outro. Você é a autoridade e sua liderança é vital. A inércia nada produz e pode prejudicar o que for produzido.

    21-Mantenha sempre um “canal aberto” com os líderes de outras equipes. Troque opiniões, ideias e sugestões sobre desenvolvimento de novas tecnologias, estratégias de compras e vendas, administração, etc;

    22-Promova cursos e treinamentos aos seus funcionários que atendem o público. Funcionário bem treinado aumenta o movimento. O respeito e o sorriso são um excelente “cartão de boas vindas”. Bons funcionários e clientes satisfeitos sãob seu maior patrimônio!  

           Inácio Dantas

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    Líder e liderados: seja pelo debate, não pelo embate.





         Ao orientar um funcionário para realizar uma tarefa, procure falar ‘olhos nos olhos’. Não fale olhando para o céu, para os lados, para o chão, displicentemente, pois sua orientação poderá perder-se no vácuo e não ser compreendida.


         Ao dialogar com os seus liderados não radicalize o debate; aliás, seja democrático, afinal o diálogo é o exercício da mente civilizada. Fale, ouça, pondere. Seja receptivo quando as ideias ventiladas tiverem conteúdo; refute-as polidamente quando inócuas.
         Sempre que dialogar, cuidado com o que diz e como diz, principalmente ao sexo oposto e pessoas com discernimento restrito. Seja num papo formal, ou informal, se você se expressar mal, ou se for mal compreendido, repercussões negativas podem advir e macular sua imagem. Insolências, frases capciosas, piadas fora de hora devem ser evitadas. Em momentos tensos, “pegue leve”, palavras duras podem suscitar acirramentos. Use termos que desarmem os espíritos. Já em momentos descontraídos, fale “leve e solto”. E se você contar piadas, tenha em mente que nem sempre quando eles riem é porque teve graça; muitas vezes é somente para agradá-lo...
         Não seja prolixo, nem fale pelos “cotovelos”. Quando alguém fala sem parar sobre todos os assuntos acaba por dizer pouco do que sabe e muito do que desconhece. Mas também não entre mudo e saia calado... Meça o que disser pelo tamanho do assunto. Você é avaliado tanto pelo que diz quanto pelo silêncio. Seja prático, direto, objetivo. Vá ao cerne da questão sem rodeios ou digressões. Não queira mostrar-se um filósofo, às vezes de assuntos banais. Quantos bons líderes veem-se com problemas por não concatenar pensamento e fala, verbalizando o secundário e se esquecendo do principal.
        Liderar profissionais não é liderar tropas, quando é preciso gritar para ser obedecido. Fale sem alternância ríspida de voz, educadamente. Suas ações, seu comando, suas ordens, tudo é milimetricamente filtrado pelos funcionários. E você pensa que entre eles não comentam sua postura? Não tenha dúvidas que sim. Às suas costas, ou elogiam ou repudiam. É prudente, pois, vez por outra, captar a opinião do grupo com relação à sua performance. Ouça, avalie e corrija-se no que não estiver em bom-tom.
         Debater assuntos que são afetos ao trabalho e à equipe é função do líder; quando urgentes, não devem ser procrastinados sob pena de prejuízos imprevisíveis. Domar os nervos, ter paz interior, serenidade no semblante e olhar diretamente para o grupo, é receita infalível para que o debate não se transforme em embate. E se houver contestações, não se esqueça que a tolerância é um recurso prudente e bem-vindo.
         O diálogo é, e sempre será, a engrenagem central para a boa inter-relação. Entender, e ser entendido, é um giro nessa engrenagem rumo à amistosidade e à boa produção. Para isso, é recomendável ao líder participar de cursos, palestras, workshops; também participar de redes sociais na internet, etc. Com essas ações, amplia-se a eloquência e com ela flui mais desenvoltamente a comunicação.
         Por fim, é extremamente importante deixar sempre a porta do diálogo franqueada para os seus funcionários, porque ao fazê-lo você estará melhorando para eles e, ao mesmo tempo, melhorando para si próprio.

        Inácio Dantas

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    quinta-feira, 10 de março de 2011

    “Giro dos Estoques” (ou “Rotatividade dos Estoques”)




         Declínio das vendas? Reative-as. Dê um plus nos seus negócios. Faça promoções, ofertas, reduza a margem operacional e ‘ponha para fora’ a mercadoria. É preferível ‘girar’ várias vezes os produtos com lucro menor do que deixá-los na prateleira.


         1.Definição

         “Giro de Estoque” (GE) ou “Rotatividade dos Estoques”, é o número (velocidade) de vezes que um produto ou mercadoria é reposto nas prateleiras de um estabelecimento durante um período de tempo, no decorrer de um ano. Quanto maior for o GE maior será, certamente, o volume de vendas e a margem de lucratividade.

         1.1. Para determinar-se o GE, quando se tem um controle físico das mercadorias, aplica-se a fórmula:
         
          GE =  Estoque Inicial + Compras – Estoque Final
                                 Estoque (Médio)

          Estoque (Médio) = (Estoque Inicial + Estoque Final) / 2
                              Ou = (Soma dos Estoques mensais) / 12

          *Exemplo prático (didático):

         Uma loja de calçados comprou durante o ano 2750 pares de sapatos masculinos de vários modelos. Iniciou o ano com um estoque de 180 pares e no final do ano tinha 150. Seu estoque médio mensal foi de 160 pares. Qual o “Giro de Estoque” (GE)? Qual o tempo médio em que esse estoque “girou”?

         Cálculo:

           GE = 180 + 2750 – 150   =           2780     =  17,37 giros                                  
    160                                                                  160   

           Tempo Médio (TM)    =            365 dias    =  21 dias
                                                           17,37 Giros
         
         Resp. A loja de calçados “girou” seu estoque em média 17 vezes ao ano, e o fez a cada 21 dias.

         1.2. O GE também pode ser extraído das contas contábeis, através do Balancete, do Balanço ou mesmo da Demonstração de Resultado do Exercício.
         Há duas fórmulas para calcular-se:

         Fórmula 1
           
         GE = Estoque (Médio) x 360
                               CMV

         Obs. *O Estoque (Médio) pode ser obtidos pela soma do Estoque no início do ano, mais o Estoque no fim do ano, dividido por 2;
                  *Nessa Fórmula, o GE representa o tempo demandado para “girar” os estoques
            *O CMV (Custo das Mercadorias Vendidas) é obtido: CMV=Estoque Inicial + Compras de Mercadorias(Produtos) – Estoque Final


         Fórmula 2

         GE = CMV (Custo das Mercadorias Vendidas)
                                Estoque (Médio)

         Obs. Nessa fórmula o GE representa a quantidade de “giros” do estoque

         Exemplo prático (didático) de uma empresa que tem um grande número de itens à venda:

         Uma loja de materiais para construção, (que faz “inventário” anual), comprou durante o ano R$ 590.000,00 em mercadorias. Iniciou o ano com um estoque de R$ 70.000,00 e terminou o ano com um estoque de R$ 80.000,00. Qual o “Giro de Estoque”(GE)? Qual o tempo médio que esse estoque “girou”?

         Estoque(médio) = (70.000,00 + 80.000,00) / 2    =   75.000,00

         GE = 70.000,00 + 590.000,00 – 80.000,00   =          580.000,00  = 7,73 giros
                                  75.000,00                                      75.000,00
     
        Tempo Médio (TM)    =   _365 dias_  =  47 dias
                                                  7,73 giros

            Resp. A loja de materiais “girou” seu estoque em média 8 vezes ao ano, e o fez a cada 47 dias.
         Obs.*O “giro” de 7,73 refere-se a uma média do estoque como um todo. Ressalte-se que produtos diferentes possuem “giros” diferentes. No nosso exemplo, todos os produtos (mix) estão aglutinados numa mesma medida;
                 *Para saber se o GE da loja de materiais para construção está baixo ou alto, comparar com a média de outras empresas do mesmo ramo de atividade.

         1.3. A utilização dos preços dos produtos. para valoração dos estoques, tem seus métodos de cálculo, mais utilizados:

                 -PEPS (Primeiro que “entra”, primeiro que “sai”)
                 -UEPS (Último que “entra”, primeiro que “sai”)
                 -Preço médio ponderado
          
        Obs. Verificar a Legislação Federal a respeito dos métodos permitidos.


         2.Considerações importantes:

         Com o baixo índice de inflação (e até casos de deflação em alguns setores) e a boa oferta da produção, é financeiramente inviável manter altos estoques. Com a moeda estável, é pouco ou quase nenhum o ganho pela variação dos preços das mercadorias estocadas. E, por outro lado, o custo (aluguel, armazenagem, seguro, logística, etc) para manter esses estoques de repente pode superar o “ganho” eventual.
         Assim, uma alternativa inteligente para incrementar os lucros é obter um alto giro dos estoques, ou seja, num estabelecimento comercial repor os estoques na “velocidade” das vendas. Nada de grandes estoques*, para longo prazo, correndo o risco de danos, roubos, perecimento ou vencimento das validades. Há que se pensar, também, do impacto nas finanças, pois a duplicata do fornecedor vencerá e a mercadoria poderá ainda estar dentro das caixas.    
         Portanto, “gire” seus estoques. “Ponha a mercadoria para fora”. Várias vezes num dia, numa semana, num mês. Faça liquidações, “promoção relâmpago” se possível, quando perceber que a mercadoria “encalhou” e está próximo o vencimento da validade.

    *Estoque reduzido:
      Um dos princípio básicos do Toyotismo (Japão). Inclui-se ainda o “rígido controle de qualidade dos “ (Revista Administradores No. 4)

           Inácio Dantas

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          Temas afins (Honestidade):
          http://inaciodantas.blogspot.com/2010/09/honestidade-humildade-fidelidade.html 

    Leia e aprenda mais sobre esse e outros métodos no livro "Análise das Demonstrações Contábeis".
    Aqui:
    https://agbook.com.br/book/262068--Analise_das_Demonstracoes_Contabeis

    Liderar, comandar pessoas - Algumas considerações.


         Ao determinar um trabalho onde existem várias formas de fazê-lo, permita que o executor use sua habilidade e criatividade e o faça da melhor forma. Procure não limitá-lo à rotina, mecanicamente, como se fosse um robô.


         Liderar, numa breve definição, é ocupar a posição de líder. É comandar, dirigir, chefiar (Michaelis). Numa visão mais ampla, Líder é a pessoa que tem talento e autoridade para comandar e coordenar pessoas. Suas palavras, atitudes e ações, exercem influência sobre o pensamento e o comportamento de um ou de um grupo de indivíduos. Porém, uma dificuldade que se verifica em muitos líderes é relacionada à gestão de pessoas. Às vezes é teórico de mais, outras vezes tem prática, mas tem dificuldade em transmitir seus conhecimentos. Muitos líderes são excelentes “administradores de projetos”, mas quando se refere a administrar pessoas o resultado é complicado.
        Algumas considerações sobre o tema:

    ·         Ante a limitada capacidade do liderado, usar a política da tolerância: se não prejudicar a qualidade final, aceitar, às vezes como bom, um trabalho razoável afim de economizar tempo, mão de obra e insumos e fazer fluir a linha de produção;

    ·         Enfrentar a ausência de conhecimento dos liderados como um desafio. Pacientemente, orientá-los, aprimorá-los, e sempre ter respostas inteligentes mesmo a perguntas banais;

    ·         Com habilidade, extrair do liderado todo potencial que ele tem e carrear esse potencial para obter excelência na produção;

    ·         Dentro de uma corporação, distribuir trabalhos e ordens para toda a equipe de forma coordenada e racional, afim de realizar objetivos e atingir metas. Por isso, há que estabelecer rotinas, criar e treinar funções e:

    -enfrentar os problemas, mediá-los e propor soluções.
              -estabelecer prioridades e implementá-las eficazmente.
       -crises? Não esperar que aconteçam, mas antecipar-se aos acontecimentos.
           -buscar o aumento de produtividade mantendo a mesma base instalada.
              -unir profissionais de várias formações e integrá-los harmoniosamente no mesmo projeto.

    ·         Estimular e valorizar o profissional, sobretudo se for jovem e arrojado; dar um empuxo para ele decolar na carreira é injetar “sangue novo” na equipe e assim agregar ao time um aliado potencial;

    ·         Dentro da característica do seu setor, procurar mesclar na equipe profissionais veteranos e a garotada que está chegando, às vezes até inexperiente. Fundir o poder da experiência com a força da juventude é uma química que costuma produzir ótimos resultados;

    ·         Doutrinar os funcionários mais velhos que nunca é tarde para aprender novas técnicas e sempre é tempo para ousar e romper limites;

    ·         Agir com presteza com funcionário que não quer “nada” e “não tá nem aí” para o trabalho. Este vive a navegar nas ondas do comodismo, à espera de ser indenizado nos seus direitos trabalhistas. É do tipo que não produz e ainda “leva” mais uns dois que produzem para o mesmo “barco”...                             

    ·         Ter a medida do valor de um funcionário mais pelos acertos constantes, menos pelos erros eventuais. Assim, antes de condenar um trabalho malfeito reflita o quanto ele já produziu com primor e o quanto já colaborou. Se o resultado for negativo condene veementemente; se for positivo seja paciencioso e o oriente como fazer benfeito;

    ·         Usar de calma e sapiência contra aqueles que discordam das suas ideias sugerindo outras, novas e melhores. Nem sempre ao se expor ideias há concordância total, até nos pontos e vírgulas... 

    ·         Manter conduta honrada, do tipo que aumenta com uma lupa as qualidades e diminui para um microscópio os defeitos; que demoniza os erros e santifica os acertos; que ensina quem não sabe e cobra qualidade de quem tem. Esse tipo de líder, sem dúvidas, é mentor de um time que faz as barras do gráfico da lucratividade ascender ao topo!

          Inácio Dantas

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    sábado, 5 de março de 2011

    Sucesso individual e coletivo. Doze reflexões para motivá-lo.

    1-A derrota para os fortes de espírito é como um espinho no pé: após retirá-lo, erguem-se e alargam o passo rumo à vitória!

    2-Vencer na vida significa fazer um pacto com ela. Você participa com o trabalho, bom proceder, amor a Deus e às pessoas, e ela lhe retribui com bons frutos, paz, saúde e felicidade.
        
    3-Nas batalhas da vida, um homem não construirá vitórias enquanto não tiver coragem de vestir luvas e subir ao ringue!

    4-Se você não aprendeu o que fazer para ser vitorioso, aprenda o que não fazer para não ser derrotado!
     
    5-Quem pretende a bonança do sucesso ergue-se e vai à luta; nada espera dos outros e tudo de si próprio.

    6-Ninguém tem a fórmula mágica das visões futuras. Sucesso? O lugar é aqui e o momento é agora! Porém, é preciso martelar a rocha das dificuldades, transformá-la em areia fina e construí-lo. Simples assim. Não há milagre, não há magia. E isso você faz com ânimo, determinação e incansável trabalho.

    7-Quando o momento assim convier, não tema retroceder, faz parte da vida. É um recurso para reavaliar-se, fortalecer-se e preparar-se para novos e grandes saltos!

    8-Desenvolva métodos que facilitem a adaptação a novos trabalhos. Não fique bitolado. As mudanças – e cobranças – são contínuas e ter dinamismo, ser “eclético”, guinda você a novas chances e a novos patamares

    9-Os insucessos do passado devem servir como lições para alimentar, não o medo e desistir, mas a coragem para prosseguir.

    10-Seja perspicaz. Não se associe a pessoas com ideais de ilicitude para que não suceda ao chover lucros cair prejuízos na sua cabeça...

    11-Se você pretende ser feliz do jeitinho que sempre quis, tenha em mente que deve despertar onde outros adormeceram, lutar onde desistiram e vencer onde fracassaram!
      
    12-Sim, você deve sonhar com o sucesso. Mas para realizá-lo você deve ir ao encontro dos seus sonhos, e não esperar que seus sonhos venham de encontro a você.

         Inácio Dantas
       
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